segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

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Desaparecimento de lua pode ter levado à formação dos anéis de Saturno

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Simulações feitas no Instituto Southwest de Pesquisa podem explica como os anéis de Saturno e suas luas interiores de gelo se formaram após uma colisão com um satélite natural do tamanho da maior lua do planeta, Titã. É o que mostra um estudo publicado na revista Nature online.
Os anéis de Saturno são atualmente formados de formados de 90 a 95% de gelo. Como poeira e detritos poluíram os anéis, acreditava-se que eles eram formados de puro gelo quando foram criados. Essa composição é incomum se comparada à mistura de aproximadamente metade gelo, metade rocha esperada para materiais no Sistema Solar. De maneira parecida, as baixas densidade das luas interiores do planeta também são, como um grupo, ricas em gelo.
A principal teoria anterior para a origem dos anéis sugere que eles se formaram quando um pequeno satélite natural colidiu com um cometa e se partiu em inúmeros pedaços. "Esse cenários muito provavelmente resultaria em anéis formados de uma mistura de gelo e rocha, diferente da constituição rica em gelo do anéis que vemos hoje", disse o autor do estudo, Robin M. Canup.
Já a nova teoria liga a formação dos anéis à formação dos satélites de Saturno. Enquanto Júpiter tem quatro grandes satélites, Saturno tem apenas um, Titã. Trabalhos anteriores sugerem que várias luas similares a Titã formaram-se originalmente no planeta, mas que aquelas que tinham uma órbita mais próxima de Saturno que Titã se perderam quando suas órbitas colidiram com a do planeta.
Quando a última lua perdida se aproximou de Saturno, o aquecimento causado pela mudança em seu formato devido à força de gravidade do planeta provocou o derretimento do gelo e fez com que a rocha afundasse em seu centro.
Canup utilizou simulações numéricas para mostrar que conforme o satélite cruzava a região do atual anel B, forças arrancavam gelo de suas camadas superiores, enquanto seu núcleo rochoso permanecia intacto e eventualmente colidiu com o planeta. Esse processo produziu um anel inicial de gelo que é muito maior que os anéis atuais de Saturno. Com o tempo, colisões no anel foram fazendo com que ele se espalhasse e diminuísse em massa.
"O novo modelo propõe que os anéis são primordiais, formados pelos mesmos eventos que fizeram com que Titã fosse o único satélite de Saturno", diz Canup. "A implicação é que os anéis e as luas internas do planeta dividem a mesma origem e são os últimos remanescentes de um companheiro perdido de Titã."
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

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Cientistas encontram primeiro exoplaneta rico em carbono

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Uma equipe de cientistas da Universidade de Princeton, dos Estados Unidos, descobriu que o planeta WASP-12b, um dos exoplanetas mais quentes já descobertos, tem uma relação carbono-oxigênio maior que a vista no nosso sistema solar, segundo informou a revista britânica Nature. Os especialistas chegaram a essa conclusão após analisar a luz que o planeta emite.
WASP-12b orbita uma estrela ligeiramente mais quente que o Sol a uma distância quarenta vezes mais próxima que aquela que a Terra tem do Sol, por isso é considerado um dos exoplanetas mais quentes conhecidos até o momento, com uma temperatura de superfície de 2.200ºC, mostra o estudo.


"Esse planeta revela a impressionante diversidade de mundos que há lá fora", disse Nikku Madhusudhan, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. "Planetas ricos em carbono podem ser exóticos de todas as formas - formação, interior e atmosfera."
É possível que o planeta tenha altas quantidades de grafite, diamante e ainda outras formas não conhecidas de carbono em seu interior. Até o momento, astrônomos não têm a tecnologia para observar o interior dos exoplanetas (ou planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol), mas suas teorias trazem possibilidades intrigantes.
O planeta Terra tem muitas rochas, como o quartzo, que são feitas de sílica, oxigênio e outros elementos. Mas planeta onde o carbono fosse predominante seria um lugar muito diferente. "Um planeta terra com carbono predominante teria muitas rochas de puro carbono, como o diamante ou grafite", disse Joseph Harrington, responsável pela pesquisa. Isso significa que, nesse mundo o diamante não seria uma pedra preciosa.
O carbono é um componente comum nos sistemas planetários e um ingrediente chave para a vida na Terra. Astrônomos muitas vezes medem a relação carbono-oxigênio para ter uma ideia da composição química dos astros.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

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Nasa vende computadores velhos com dados sigilosos

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A Nasa, agência espacial norte-americana, vendeu computadores antigos sem apagar dados tidos como sigilosos do programa de lançamentos de missões espaciais, segundo informou a rede britânica BBC nesta quarta-feira (8).
Uma investigação interna feita pela agência descobriu ao menos dez casos em que PCs foram vendidos sem o procedimento de remoção de dados. A BBC informa ainda que outros quatro computadores, que estavam para serem vendidos, tinham informação restrita sobre controles de armas.
Os computadores começaram a ser vendidos desde quando a agência começou a desativar o programa de ônibus espaciais --o último voo está programado para junho do ano que vem.
Auditores internos da Nasa descobriram que as diretrizes da empresa de remover todos os dados das máquinas postas à venda não estavam sendo seguidas por alguns funcionários.
A Nasa disse que é impossível saber em detalhes quais os dados que estavam nas máquinas vendidas, mas admitiu que o fato "causa sérias preocupações".
Pessoas com mais conhecimento de tecnologia poderiam, pelo menos em tese, ter acesso não-autorizado à rede de computadores da agência espacial.
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Cápsula de carga privada vai ao espaço e volta à Terra pousando no oceano Pacífico

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A cápsula espacial privada Dragon reingressou na atmosfera terrestre e pousou no oceano Pacífico nesta quarta-feira, após ser lançada para orbitar duas vezes a Terra, informou a Nasa.
"A nave Dragon, da SpaceX, caiu com sucesso no oceano. Missão cumprida!", escreveu a agência espacial americana em sua conta no Twitter.
A empresa americana SpaceX, proprietária da nave, também confirmou que fez um "pouso suave" às 17h4, no horário de Brasília, menos de quatro horas após o lançamento da cápsula a bordo do foguete Falcon 9 de Cabo Cañaveral, na Flórida (EUA).
Esta missão era a primeira tentativa por parte de uma empresa privada de enviar uma nave à orbita e trazê-la de volta à Terra, e pode abrir caminho para os voos espaciais comerciais, após a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais no ano que vem.
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Fracasso da missão a Vênus causa novo revés ao Japão

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O fracasso de sua primeira missão a Vênus representou nesta quarta-feira um forte revés para o Japão, que com sua tecnologia de ponta procurava preencher um vazio entre as potências mundiais em pesquisa espacial.
A agência espacial japonesa Jaxa admitiu feira que um problema técnico impediu que a sonda Akatsuki entrasse nesta terça-feira na órbita de Vênus, considerado o planeta "gêmeo" da Terra.
Um problema no motor, que não desacelerou a tempo, fez com que a sonda deixasse para trás Vênus, o que representou um banho de água fria para ambiciosa missão na qual Jaxa trabalhava há 11 anos.
Construída com um investimento de 25,2 bilhões de ienes (230 milhões de euros), a sonda Akatsuki ("aurora") havia partido 200 dias antes do centro espacial de Tanegashima, no sul do Japão, e tinha como alvo mostrar a composição da atmosfera venusiana e a origem de seus fenômenos meteorológicos.
O "pai" da missão, o cientista Masato Nakamura, reconheceu, visivelmente triste, o fracasso, embora tenha garantido que mantém esperanças no longo prazo porque prevê que a sonda passe de novo perto de Vênus dentro de seis anos e terá então uma "alta probabilidade" de entrar em sua órbita.
Com o Akatsuki, o Japão pretendia se transformar no primeiro país a realizar um mapa tridimensional das espessas nuvens sulfúricas que envolvem Vênus, além de estudar de perto seus fenômenos meteorológicos e vulcânicos.
De tivesse alcançado sucesso, teria se transformado na primeira nação asiática a chegar à órbita venusiana, onde está há quatro anos a sonda Vênus Express, da Agência Espacial Europeia (ESA).
A Jaxa já havia tentado colocar em duas ocasiões anteriores, em 1998 e 2003, uma sonda na órbita de Marte, a Nozomi, que acabou sendo abandonada no espaço em vista dos sucessivos fracassos.

O recente fracasso representa um novo baque para o programa espacial japonês que, baseado em sua tecnologia de ponta, está centrado principalmente na prospecção planetária e de asteroides, ao contrário dos programas das outras duas potências espaciais asiáticas, China e a Índia.
Estas revelam suas próprias corridas espaciais com destaque nas missões tripuladas e a investigação sobre a Lua, e recentemente o governo de Pequim anunciou que construirá sua própria estação espacial com o objetivo de colocá-la em órbita no ano 2020.
A Coreia do Sul, sede de gigantes tecnológicos como Samsung, luta por tornar-se a quarta potência espacial da Ásia, embora, por enquanto, suas tentativas de enviar ao espaço foguetes de fabricação nacional acabaram fracassadas.
Nesse sentido, Japão, que colabora estreitamente com a Nasa e a ESA, está atrás dos vizinhos em vários campos de pesquisa, como o dos asteroides.
Uma das maiores conquistas da Jaxa nos últimos anos foi ter conseguido neste ano trazer outra vez a sonda Hayabusa, que havia sido lançada sete anos antes para recolher partículas do asteroide Itokawa, que orbita na Terra.
As mostras, que estão sendo examinadas pelos analistas da Jaxa, foram as primeiras de um asteroide recolhidas no espaço a chegar a nosso planeta.
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Astrônomos localizam 4º planeta que orbita estrela HR 8799

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Astrônomos canadenses localizaram um quarto planeta que orbita a estrela HR 8799, a mais próxima do nosso Sistema Solar, segundo os detalhes da observação publicada no último número da revista "Nature".
O planeta tem aproximadamente a mesma massa que os outros três planetas que orbitam ao redor da citada estrela, mas os astrônomos ainda não puderam explicar a formação dos quatro.
Segundo o cientista Christian Marois, do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá, centenas de planetas fora de nosso sistema foram detectados, mas poucos são suficientemente grandes e brilhantes para que seja possível obter imagens diretas.
Há dois anos, Marois e seus colegas divulgaram imagens em infravermelho de três planetas gigantes que orbitavam em torno da estrela HR 8799, que de alguma maneira lembravam os três planetas mais afastados do nosso Sistema Solar, mas muito maiores, assinala a revista científica.
Marois e seus colegas obtiveram novas imagens, feitas em um período de 15 meses, que revelam a presença deste quarto planeta gigante no sistema HR 8799, mas está mais perto da estrela que os outros três.
Estes quatro planetas parecem ter cinco vezes a massa de Júpiter, agregam os astrônomos.
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Faltam provas para indícios extraterrestres encontrados diariamente, diz meio científico

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Um punhado de novas descobertas parece indicar que não estamos sozinhos e há vida em outro lugar do Universo.
Recentemente, os cientistas relataram que há três vezes mais estrelas do que se pensava antes. Outro grupo de pesquisadores descobriu uma bactéria que pode viver com arsênio --o que amplia a compreensão de como a vida prospera em ambientes considerados difíceis. Neste ano, astrônomos disseram pela primeira vez que haviam encontrado um planeta potencialmente habitável.
"A evidência está ficando cada vez mais forte", diz o diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa (agência espacial dos EUA), Carol Pilcher, que estuda as origens, a evolução e as possibilidades de vida no Universo. "Acho que todos que olham para isso vão dizer 'tem que ter vida lá fora'."
Contudo, se a maior parte dos estudos é relativamente nova, os cientistas ainda debatem sobre a solidez dessa conclusão. Outra razão para apaziguar os ânimos é que a busca por vida começa em proporções pequenas, praticamente microscópicas, e se abre para um cenário maior e mais complexo. Ou seja, os primeiros sinais de vida em outros lugares podem estar mais próximos de um singelo fungo do que propriamente de um ET.
O achado da bactéria, divulgado na semana passada, ampliou a definição do que é vida e, segundo dez cientistas entrevistados pela agência de notícias Associated Press, todos concordam que a probabilidade de vida extraterrestre é maior do que nunca.
Seth Shostak, astrônomo sênior do Instituto Seti, na Califórnia (EUA), comenta que, diante dos indícios, acreditar que a Terra é o único local a abrigar vida é como crer em milagres. "E astrônomos não têm a tendência de acreditar neles", diz.
Os astrônomos aceitam provas, mas não há ainda uma concreta de vida ET. Não há alienígenas verdes ou mesmo uma bactéria que os cientistas possam apontar e dizer que está viva e tem origem alienígena.
De acordo com cientistas, se a vida vai ser encontrada, Marte é um candidato mais provável --exatamente em seu subsolo, onde há água. Outras possibilidades incluem a lua de Júpiter, Europa, e as luas de Saturno, Encélado e Titã.
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Sonda japonesa "Akatsuki" não consegue entrar na órbita de Vênus

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A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) informou nesta quarta-feira que a sonda "Akatsuki" ("aurora", no idioma japonês) fracassou em sua tentativa de penetrar na órbita de Vênus, quase sete meses após ter partido da Terra.
A Jaxa acredita que a sonda, que se aproximou de Vênus na terça-feira, não desacelerou o suficiente para entrar na órbita do planeta, segundo a agência local Kyodo.
"Tentamos manobrar para colocar a sonda em órbita, mas chegamos a conclusão de que não foi possível", lamentou a agência em um comunicado.
Segundo a agência Jiji Press, a Jaxa planeja tentar novamente a manobra quando a sonda voltar à posição adequada, entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017.
A missão Akatsuki (ou Venus Climate Orbiter PLANET-C), preparada desde 2001, pretende completar as informações obtidas pelo Venus Express, o satélite lançado no fim de 2005 pela Agência Espacial Europeia e que chegou ao destino no primeiro semestre de 2006.
Os cientistas esperam que a observação do clima de Vênus ajude na compreensão da formação do ambiente da Terra.
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

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Tempestade cria enorme filamento no Sol

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Uma tempestade solar, que começou no domingo, criou uma enorme massa de plasma que se estende por todo o resto da estrela.
Com uma extensão de aproximadamente 700 mil quilômetros, quase o dobro da distância entre a Terra e a Lua, o megafilamento cruzou a região sul do Sol, segundo um site que monitora tempestades solares e eventos celestes.
A agência espacial norte-americana Nasa divulgou nesta semana a imagem do filamento.
"A estrutura maciça é um alvo fácil para ser visto de telescópios amadores", lembra o site. Para isso, os observadores não podem olhar diretamente para o Sol ou pelo telescópio, já que o ato provoca pode prejudicar a visão --há necessidade de equipamento para filtros e óculos especiais.
Como outros fenômenos do gênero, o filamento não deve durar muito tempo. "Até agora, a estrutura maciça paira quieta acima da superfície solar, mas agora mostra sinais de instabilidade", comentou um repórter do site.
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SpaceX adia lançamento da cápsula de carga espacial

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Problemas técnicos forçaram a empresa SpaceX a adiar o lançamento, marcado para esta terça-feira em Cabo Canaveral (EUA), do foguete Falcon 9 que levaria a cápsula de carga Dragon.
A cápsula vai substituir, em um futuro próximo, os voos de abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) --a Nasa (agência espacial norte-americana) aposenta os ônibus espaciais no ano que vem.
Uma rachadura em um dos motores do foguete provocou o cancelamento.
Há três voos-teste programados. Se forem bem-sucedidos, a SpaceX fechará um contrato com a Nasa (agência espacial americana) no valor de US$ 1,6 bilhão.


Em troca, vai realizar 12 voos e levar suprimentos à ISS.
A SpaceX é uma as duas companhias com contratos comerciais para entrega de cargas na ISS. A outra é a Orbital Sciences, que planeja utilizar o foguete Taurus 2 e veículos não tribuplados como o Cygnus.
A Dragon vai dar quatro voltas em torno da Terra e passará por checagens de transmissão de dados, sistema de navegação e comandos, entre outros equipamentos.
Na volta, a cápsula vai pousar em um ponto do oceano Pacíficio e deve ser içada por um navio.
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Primeira missão espacial japonesa a Vênus, sonda se prepara para orbitar

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A sonda Akatsuki, a primeira missão espacial japonesa a Vênus, chegou ao seu destino e prepara-se para entrar na órbita do planeta, informou nesta terça-feira a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa, na sigla em inglês).
A entrada em órbita da Akatsuki ("aurora", no idioma japonês) é uma operação crucial para o êxito da missão japonesa, que tem o objetivo de estudar durante dois anos o clima e os fenômenos atmosféricos do planeta considerado gêmeo da Terra.


A sonda já realiza o procedimento para diminuir sua velocidade, o último passo antes de tentar entrar na órbita de Vênus, segundo fontes da Jaxa citadas pela agência de notícias Kyodo.
A previsão é a de que os especialistas confirmem, ainda hoje, se a Akatsuki, agora a cerca de 550 quilômetros da superfície de Vênus, teve sucesso na operação.
Se o projeto for bem-sucedido, será a primeira vez que o Japão colocará uma sonda na órbita de um planeta --excetuando a Terra--, após duas tentativas fracassadas, em 1998 e 2003, de por uma sonda na órbita de Marte.
Akatsuki percorreu 520 milhões de quilômetros desde seu lançamento a bordo de um foguete, em 21 de maio, desde o Centro Espacial de Tanegashima, no sul do Japão.
No início desta terça-feira, o centro de controle da Jaxa em Sagamihara chegou a perder contato com a sonda por alguns momentos, informou a Kyodo.
Uma vez em órbita, a sonda ajustará sua posição e dará uma volta completa em Vênus em 30 horas, a uma altitude que irá variar entre 550 e 80 mil quilômetros sobre a superfície do planeta.
O Akatsuki está equipado com cinco câmeras, entre elas uma capaz de filmar além das espessas nuvens sulfúricas e observar a superfície de Vênus, normalmente imersa na escuridão.
Assim, entre outros objetivos, deve examinar a possível atividade vulcânica neste planeta rochoso, similar à Terra em tamanho e massa mas com uma pressão 90 vezes maior e uma temperatura de mais de 400ºC.
A nave japonesa irá compartilhar a órbita de Vênus com a sonda Vênus Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que está há mais de quatro anos explorando a atmosfera deste planeta.
Para o desenvolvimento da Akatsuki, de 500 quilos, a Jaxa investiu 25,2 bilhões de ienes (cerca de 230 milhões de euros).
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

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Companhia privada faz voo-teste de cápsula de abastecimento espacial

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Uma cápsula privada, projetada para enviar cargas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), faz um voo de demonstração nesta terça-feira.
Construída pela companhia californiana Space Explorations Technologies --ou SpaceX--, a cápsula Dragon parte da estação de lançamento de Cabo Canaveral, na Flórida (USA), por volta das 9h (horário local).

Se passar no teste, a empresa fechará um contrato com a Nasa (agência espacial americana), no valor de US$ 1,6 bilhão. Em troca, terá que realizar 12 voos e levar suprimentos à ISS, já que os Estados Unidos abandonam as viagens de ônibus espaciais no próximo ano.

A SpaceX é uma as duas companhias com contratos comerciais para entrega de cargas na ISS. A outra é a Orbital Sciences, que planeja utilizar o foguete Taurus 2 e veículos não tribuplados como o Cygnus.
O teste da Dragon terá aproximadamente cinco horas de duração e envolve quatro voltas em torno da Terra. Haverá ainda checagens na transmissão de dados e nos comandos.
Na volta, a Dragon vai pousar em um ponto do oceano Pacíficio e deve ser içado para bordo de um navio.


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Nave espacial robótica da Força Aérea dos EUA retorna à Terra

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O ônibus espacial teleguiado da Força Aérea dos Estados Unidos, o X-37B, retornou de uma missão espacial secreta de sete meses, informam autoridades.

O veículo alado, cujo design lembra uma versão em miniatura dos ônibus espaciais tripulados da Nasa, pousou na Base Aérea Vandenberg, na costa californiana, afirmou o porta-voz da base, Jeremy Eggers.
O X-37B havia sido lançado por um foguete Atlas 5, de Cabo Canaveral, em 22 de abril, com uma missão estimada para durar, no máximo, 270 dias.
Também conhecido como Veículo Orbital de Testes, o robô espacial, criado pela Boeing, era originalmente um projeto da Nasa, antes de ser encampado pelos militares.
A Força Aérea não diz se o veículo carregava alguma coisa em seu compartimento de carga, mas insiste que o objetivo principal do voo foi avaliar o funcionamento da nave em si.
"Estamos muito satisfeitos, pois o programa completou todos os objetivos orbitais da primeira missão", declarou o gerente do programa, tenente-coronel Troy Giese.
Autoridades divulgaram ao público apenas uma descrição geral dos objetivos da missão: testar controle, navegação e orientação, proteção térmica e operação autônoma no espaço, reentrada e pouso.
Mas o destino final da tecnologia X-37B e detalhes sobre a nave permanecem obscuros.
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Nasa adia lançamento do Discovery para 2011

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A Nasa desistiu de lançar o ônibus espacial Discovery este ano, e ainda investiga rachaduras descobertas em novembro do tanque de combustível da nave, disseram funcionários na sexta-feira.
A próxima oportunidade de decolar provavelmente será em fevereiro, segundo Bill Gerstenmaier, diretor de voos espaciais da Nasa.
Até lá, os engenheiros pretendem fazer testes para tentar replicar a rachadura surgida numa tentativa anterior de lançamento. Segundo John Shannon, gerente do programa de ônibus espaciais, "não há uma resposta óbvia para o que ocorreu".
Os testes serão feitos numa fábrica de peças espaciais em Nova Orleans e na plataforma de lançamento no Cabo Canaveral. "Tenho uma forte confiança de que seja um problema solúvel", disse Shannon.
Em seu voo --um dos últimos dos ônibus espaciais antes da aposentadoria da frota-- o Discovery deve levar um módulo de armazenamento, peças de reposição e um robô à Estação Espacial Internacional.
Em fevereiro, está prevista também a decolagem do ônibus Endeavour, transportando um detector de partículas de 2 bilhões de dólares. 
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Erro de programação pode ter causado falha em foguete russo

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A queda de um foguete russo no oceano Pacífico, levando consigo três satélites de navegação no último domingo, pode ter sido causada por um erro na programação do sistema.
"Uma série de especialistas acha que erros na programação do sistema computadorizado, a bordo do Proton-M, fizeram com que os motores do foguete levassem-no a uma trajetória errada", disse nesta segunda-feira uma fonte de agência espacial russa à agência de notícias RIA Novosti.

Os satélites eram carregados pelo porta-foguetes Proton-M --lançado do centro espacial Baikonur, no Cazaquistão-- e caíram perto do Havaí.


O incidente representa um revés embaraçoso na tentativa russa de colocar em funcionamento o sistema de navegação por satélite Glonass, para rivalizar com os Estados Unidos e o sistema europeu Galileu.
O primeiro-ministro Vladimir Putin ressaltou a importância estratégica do Glonass, desenvolvido nos anos 80 pelo Exército e que garantiria a independência tecnológica do país. Em uma ação publicitária, Putin equipou seu cachorro Connie com um colar contendo um transmissor Glonass.
Segundo Putin, Moscou planeja lançar um total de sete novos satélites Glonass.
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Satélites russos saem de curso e caem no oceano Pacífico

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Três satélites russos que estavam sendo colocados em órbita para completar o sistema de navegação Glonass da Rússia saíram do seu curso no domingo e caíram no oceano Pacífico, perto do Havaí, informou a agência RIA News.
Um porta-voz da agência espacial russa Roscosmos afirmou à Reuters que os satélites tinham se desviado de seu curso e causado uma "situação não planejada", mas ele não confirmou a queda.
Os satélites estavam sendo carregados pelo porta-foguetes Proton-M, que foi lançado no domingo do centro espacial Baikonur, no Cazaquistão.
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

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Fase inicial de pesquisa sobre o Big Bang pode ser estendida

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Novos dados sobre as origens do Universo estão sendo lançados com tanta rapidez que os físicos talvez estendam a fase inicial atual do projeto Big Bang até o fim de 2012, afirmaram os diretores do centro de pesquisas Cern.
A extensão, a ser decidida no final de janeiro, poderá levar a uma descoberta precoce sobre o mistorioso bóson de Higgs, que se acredita tenha transformado a massa amorfa de partículas em matéria sólida no nascimento do cosmos.
"Há uma grande janela para novas descobertas se abrindo e queremos garantir que a oportunidade desses últimos meses seja mantida," disse o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer, supervisor dos experimentos no Grande Colisor de Hádrons (LHC).
"Este ano confirmamos tudo o que pensávamos que sabíamos sobre o universo físico e agora estamos nos movendo para um território novo," acrescentou o diretor de pesquisas do centro, Sergio Bertolucci. "Estamos nos voltando para os desconhecidos sabidos e também para coisas sobre as quais talvez nem tenhamos pensado."
Heuer e Bertolucci falaram enquanto os engenheiros do Cern começavam a desligar o LHC e seu enorme detector de magnetos --que fazem as partículas colidirem à velocidade da luz e formam o maior projeto científico do mundo. A máquina gigante e subterrânea ficará desligada até fevereiro para ajustes finos durante o inverno.
Os especialistas do Cern relataram na quinta-feira a um auditório lotado de pesquisadores --jovens, em sua maioria-- a recriação de um "plasma quark-glúon" que se acredita ter sido a totalidade do cosmos uma fração de segundo depois do Big Bang, há 13,7 bilhões de anos.
Pela primeira vez, a atividade das duas partículas elementares dentro do plasma foi rastreada e um fenômeno chamado "atenuação de jatos" observado, dando pistas sobre como a matéria se transformou nas estrelas, nos planetas e, por fim, na vida na Terra.
Os resultados foram obtidos após apenas alguns dias de colisão de íons no LHC a energias ultraelevadas produzindo temperaturas por vezes 500 mil vezes mais altas do que o núcleo do Sol.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

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Em coletiva, cientistas confessam ignorar receita da bactéria "ET"

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A Nasa, agência espacial americana, não explicou exatamente como os cientistas chegaram à bactéria capaz de substituir o fósforo pelo arsênio no seu DNA na entrevista para imprensa realizada na tarde desta quinta-feira.
A autora do estudo, Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa e do Serviço Geológico dos EUA, também não revelou ao certo como vai dar continuidade aos estudos e se pretende testar outros elementos químico na bactéria estudada ou em outros micro-organismos. "Tenho muitas ideias", sintetizou.
A bactéria anunciada hoje pela Nasa, encontrada num lago na Califórnia, incorpora no seu DNA o arsênio, um elemento tóxico que, em tese, não deveria fazer parte da química da vida.
Para fazer isso, o micro-organismo substituiu o fósforo -- definido pelos biólogos como um dos seis elementos químicos necessários à vida -- pelo arsênio. "É como estar vivo de uma maneira completamente diferente", definiu a astrobióloga american Pamela Conrad, que também participou da coletiva.
Felisa disse que sempre foi interessada "em exceções à regra" e que agora serão necessárias muitas novas pesquisas para explicar o fenômeno da bactéria mutante.
Para Conrad, a descoberta abre todo um novo campo de pesquisa. "Nós aumentamos sensivelmente nossas perspectivas", disse.
Desde o anúncio da coletiva à imprensa, surgiram especulações que se duplicaram em fóruns e blogs --alguns leitores, inclusive, esperavam revelações bombásticas sobre um extraterrestre.
A bactéria localizada não é um tipo comum. O micro-organismo pertence ao grupo das halomonadáceas, que vive num lago, em uma região gélida da Califórnia, e substituiu o fósforo por arsênio.
O fósforo é, segundo biólogos, um dos seis elementos químicos necessários à vida --os outros são carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio e enxofre.

O dado que surpreende é que, mesmo sendo privada desse elemento, em condições parecidas às extraterrestres, a estranha bactéria sobreviveu e se multiplicou.
Como bem explicou Douglas Galante, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, "é uma quebra de paradigma sobre o que realmente é necessário à vida", e esse pode ser só o início para outras descobertas semelhantes.
O artigo sobre a bactéria será publicada numa edição futura da revista "Science".
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Pesquisadores descobrem bactéria com DNA "ET"

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Não foi desta vez que a Nasa anunciou que existe vida extraterrestre, diferentemente do que muita gente esperava. A novidade é que existe vida de uma forma distinta do que conhecemos.
A agência espacial americana despertou a curiosidade generalizada desde a última terça-feira, quando divulgou uma nota oficial dizendo que anunciaria uma "descoberta que teria impacto na busca de provas sobre a vida extraterrestre".

Depois de muita expectativa, a Nasa mostrou que a novidade é uma bactéria. Mas não uma simples bactéria.

Ela incorpora no seu DNA um elemento tóxico que, em tese, não deveria fazer parte da química da vida: o arsênio.
O micro-organismo do grupo das halomonadáceas, que vive num lago numa região gélida e paradisíaca da Califórnia, substituiu o fósforo-- definido pelos biólogos como um dos seis elementos químicos necessários à vida-- por arsênio.
Submetida à privação de fósforo, em condições similares às extraterrestres, a estranha bactéria sobreviveu e se multiplicou.
"Até o momento, achava-se que todos os organismos terrestres precisavam para seu metabolismo ao menos desses seis elementos [carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo]", explica Douglas Galante, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.
"Encontrar um contra-exemplo é uma quebra de paradigma sobre o que é realmente necessários à vida", completa o cientista.

A descoberta, que será publicada numa edição futura da revista "Science", foi realizada por um grupo de pesquisadores chefiados por Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa e do Serviço Geológico dos EUA.
Em artigo analítico, a "Science" pondera a descoberta afirmando que, no entanto, o arsênio é muito instável na água.
Além disso, o crescimento da bactéria com o arsênio ficou prejudicado, em comparação com a mesma bactéria que tinha fósforo.
No entanto, a astrobiologia-- área que estuda a origem, a evolução e a distribuição da vida-- está em festa.
"É um artigo que quebra paradigmas", diz Galante. "Mas pode ser que essa quebra ainda não esteja completa. Pode ser que tenhamos descoberto a primeira exceção à regra", conclui.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/839737-pesquisadores-descobrem-bacteria-com-dna-et.shtml
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Nasa falará sobre vida extraterrestre; acompanhe liveblog de Ciência às 17h

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A agência espacial americana Nasa faz entrevista coletiva nesta quinta-feira, em que revelará uma nova descoberta sobre evidências de vida extraterrestre. O pronunciamento acontece às 17h, horário de de Brasília, e será transmitida ao vivo pela TV Nasa.

A entrevista vai discutir uma descoberta da astrobiologia que terá impacto sobre a busca de provas de vida extraterrestre --a astrobiologia é o estudo da origem, da evolução, da distribuição e do futuro da vida no Universo, segundo a Nasa.

Na internet, vários sites e fóruns especulam qual seria o conteúdo do anúncio.
Uma das teorias mais difundidas afirma que os norte-americanos vão revelar a existência de vida --mais especificamente de bactérias-- em Titã, o maior satélite de Saturno.
Participam do pronunciamento Mary Voytek, que dirige o programa de astrobiologia da Nasa, Felisa Wolfe-Simon, pesquisadora em astrobiologia no USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), e Pamela Conrad, astrobióloga do Centro Espacial Goddard da Nasa, entre outros.
A Nasa, por enquanto, não confirma os boatos, mas diz que a revelação tem a ver com um artigo científico a ser publicado na revista especializada "Science"
A AAAS (Associação Americana para o Progresso da Ciência), que publica a "Science", divulgou uma nota dizendo ter recebido diversas consultas a respeito das "especulações, em sua maior parte errôneas, feitas online ou em tabloides sobre a pesquisa".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/839527-nasa-falara-sobre-vida-extraterrestre-acompanhe-liveblog-de-ciencia-as-17h.shtml
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Anúncio da Nasa provoca onda de especulações sobre extraterrestres

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A declaração da Nasa (agência espacial americana) de que revelará, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, uma nova descoberta sobre evidências de vida extraterrestre está mexendo com a imaginação dos terráqueos.
"A entrevista coletiva vai discutir uma descoberta da astrobiologia que terá impacto sobre a busca de provas de vida extraterrestre. A astrobiologia é o estudo da origem, da evolução, da distribuição e do futuro da vida no Universo", disse a Nasa em comunicado oficial.
Na internet, vários sites e fóruns especulam qual seria o conteúdo do anúncio.
Uma das teorias mais difundidas afirma que os norte-americanos irão revelar a existência de vida --mais especificamente de bactérias-- em Titã, o maior satélite de Saturno.
Nessa lua, existem moléculas consideradas precursoras da química biológica.
Os defensores da hipótese defendem isso com base nas linhas de estudo dos pesquisadores que participarão do anúncio.
Falarão na coletiva Mary Voytek, que dirige o programa de astrobiologia da Nasa, Felisa Wolfe-Simon, pesquisadora em astrobiologia no USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), e Pamela Conrad, astrobióloga do Centro Espacial Goddard da Nasa, entre outros.
A Nasa, por enquanto, não confirma os boatos, mas diz que a revelação tem a ver com um artigo científico a ser publicado na revista especializada "Science"
A AAAS (Associação Americana para o Progresso da Ciência) _ que publica a "Science" - divulgou uma nota dizendo ter recebido diversas consultas a respeito das "especulações, em sua maior parte errôneas, feitas online ou em tabloides sobre a pesquisa".
Segundo a organização, esse material "claramente não está baseado na pesquisa revisada pelos pares que será publicada".
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

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Cientistas observam atmosfera de Super-Terra

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Pela primeira vez na história, um grupo de astrônomos conseguiu colher informações sobre a atmosfera de um planeta fora do Sistema Solar que entra na categoria das chamadas Super-Terras. É o mais perto que conseguimos chegar até agora de analisar o ar de um análogo de nosso próprio mundo.
Astros dessa classe não têm correspondente nas redondezas do Sol. Por aqui, há basicamente dois tipos de planeta: os rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). Os primeiros são pequeninos, e os segundos, enormes.

Já as Super-Terras parecem estar no meio do caminho entre uma categoria e outra, com massa duas a dez vezes a terrestre. Mas como nunca vimos nada sequer parecido na vizinhança, é difícil dizer como de fato são esses mundos --e se podem ser habitados.
Um passo importante para tentar determinar isso é analisar a atmosfera desses planetas. Isso se torna possível quando eles estão alinhados de tal modo que periodicamente passam à frente de suas estrelas. Nessas ocasiões, parte da luz emanada dela passa de raspão pela camada de ar que recobre aquele mundo e chega até nós carregando uma "assinatura" do que encontrou pelo caminho.

As observações colhidas pelo grupo de Jacob Bean, do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica, em Cambridge, Estados Unidos, se referem ao planeta catalogado como GJ 1214b. Ele orbita uma anã vermelha (estrela menor que o Sol) a cerca de 42 anos-luz, e completa uma volta a cada dia e meio terrestre.
Dada a proximidade com sua estrela, é quase certo que seja quente demais para ser habitável. Mas, fora isso, ninguém se arrisca a dar um palpite. Há quem sugira que se trata de um planeta-água que se formou nas regiões mais externas do sistema e migrou para mais perto de seu sol mais tarde (tornando-se algo como um "planeta-vapor"). Outros dizem que ele deve ser uma versão miniaturizada de Urano e Netuno, com densa atmosfera composta por hidrogênio.
Bean e seus colegas fizeram duas sessões de observação com o VLT, maior telescópio do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, e concluíram... bem, eles não concluíram o que esse mundo deve ser. Mas conseguiram determinar o que ele não é.
É certo que a atmosfera de GJ 1214b não pode possuir grandes quantidades de hidrogênio e ao mesmo tempo ser livre de nuvens.

Pouco hidrogênio pareceria descartar a ideia de que se trata de um Netuno miniatura. Mas não é bem assim. "O planeta ainda poderia ser um mini-Netuno com uma densa camada de nuvens na porção superior de sua atmosfera", disse à Folha Jacob Bean. Não é a hipótese mais provável, pelo simples fato de que ninguém até hoje criou um modelo de como poderia haver um planeta desse tipo, com essa densa camada de nuvens e o hidrogênio oculto sob si, indetectável. "Mas não podemos descartá-la", completa Bean. Uma explicação mais plausível no momento seria a de uma atmosfera dominada por vapor d'água. Ela é bastante compatível com as observações, mas também não dá para dizer que é isso. Faltam dados conclusivos. Resumo da ópera: ainda sabemos muito pouco sobre esse mundo em particular e menos ainda sobre Super-Terras em geral. Mas isso pode mudar rapidamente.
"Observações do GJ 1214b já foram agendadas para o Telescópio Espacial Hubble", aponta Drake Deming, do Centro Goddard de Voo Espacial, da Nasa, que comentou o estudo na última edição do periódico "Nature", a mesma em que ele foi publicado. O pesquisador acredita que os resultados poderão dar mais pistas sobre se estamos falando de uma atmosfera com uma densa camada de nuvens ou não. E as coisas vão ficar ainda melhores, segundo ele, quando o Telescópio Espacial James Webb, o sucessor do Hubble, estiver no espaço. Ele será capaz de determinar com muito mais precisão a composição do ar desse mundo. O duro é esperar; a Nasa estima que seu lançamento ocorra em 2015.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/839123-cientistas-observam-atmosfera-de-super-terra.shtml

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Nasa deixa mundo em suspense sobre descoberta de vida extraterrestre

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A Nasa, a agência espacial americana, vem criando grande expectativa, principalmente na internet, ao anunciar para esta quinta-feira uma entrevista sobre uma descoberta científica ligada à vida extraterrestre.
"A Nasa realizará uma entrevista coletiva às 14h (17h, horário de Brasília), dia 2 de dezembro, para discutir uma descoberta em astrobiologia com consequências para a pesquisa de provas da existência de vida extraterrestre", informou a agência em seu site na Internet. A coletiva acontecerá em Washington, EUA .
Os apaixonados pelo espaço e pelos extraterrestres fizeram uma enxurrada de especulações na web sobre a importância deste anúncio, mas a Nasa não quis dar mais detalhes até o momento.
Entre as pessoas que falarão na quinta-feira estão Mary Voytek, que dirige o programa de astrobiologia da Nasa, Felisa Wolfe-Simon, pesquisadora em astrobiologia no USGS (Instituto de Geofísica Americano), bem como Pamela Conrad, astrobióloga do Centro Espacial Goddard da Nasa.
A astrobiologia é uma disciplina que estuda a vida no universo, incluindo sua origem e evolução, sua localização e as chances de ela se perpetuar.
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Astrofísico sugere que "raios em bola" podem ser explicação para óvnis

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A visão de alguns objetos voadores não identificados (óvnis) pode ser explicada por fenômenos atmosféricos, como os chamado "raios em bola", diz o astrofísico australiano Stephen Hughes.
O cientista fez um detalhado estudo sobre um evento incomum ocorrido em 2006, quando grandes meteoros foram observados no céu de Brisbane (leste da Austrália).
Sua aparição ocorreu ao mesmo tempo em que um objeto brilhante e verde foi visto sobre montanhas da região.

Hughes criou uma teoria relacionando o objeto --supostamente um raio em bola, fenômeno raro que às vezes se segue a relâmpagos-- aos meteoros.
A ideia de Hughes é que a passagem de um dos meteoros pode ter desencadeado momentaneamente uma conexão elétrica entre a atmosfera e o solo, provendo energia para que um raio em bola "altamente luminoso" aparecesse sobre as montanhas.
Sua explicação está descrita na revista especializada "Proceedings of the Royal Society".

O cientista diz que o extraordinário episódio, testemunhado por diversas pessoas, fez com que muitas acreditassem ter visto um óvni.
"Se você une fenômenos atmosféricos não explicados, talvez de natureza elétrica, à psicologia humana e ao desejo de ver algo. Isso pode explicar a visão de óvnis", disse Hughes à BBC News.
O cientista, da Universidade de Tecnologia de Queensland, começou o estudo após ter sido chamado por uma TV local para explicar as fotos da bola de fogo tiradas por cidadãos comuns.
As bolas de fogo são meteoros particularmente luminosos e produzidas por fragmentos de rocha espacial e que, assim como estrelas cadentes, cruzam o céu a uma alta velocidade.
Pelo menos três delas foram vistas no leste australiano na noite de 16 de maio de 2006.
Depois, um fazendeiro local afirmou ter visto uma bola luminosa verde descendo uma encosta perto de Brisbane.
O fazendeiro pensou inicialmente que se tratasse de um avião se acidentando, mas uma busca policial não encontrou destroços.
Um raio em bola parece ser uma explicação óbvia para a bola verde, disse Hughes. Essas brilhantes esferas de luz não são totalmente compreendidas --geralmente são associadas a relâmpagos, mas não havia registros de tempestade elétrica na noite de 16 de maio de 2006.
Hughes não oferece novas explicações sobre as causas do raio em bola, mas levanta a hipótese de que a passagem dos meteoros tenha provocado atividade elétrica na região.
Outro cientista, John Abrahamson, da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), que estudou os raios em bola, considerou a teoria de Hughes "relativamente verossímil" e com "conexões interessantes". Mas, ressaltou, "falta muito até que todos estejam satisfeitos com a solução (para o mistério associado a óvnis)".
Hughes disse que seus estudos têm o objetivo de iniciar um debate sobre o tema. "Não é uma teoria vigorosa, é mais uma sugestão que pode valer a pena que seja explorada."



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Descoberta pode triplicar o número de estrelas no Universo

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Astrônomos determinaram que uma população de estrelas pequenas e de luz fraca, as chamadas anãs vermelhas, é muito maior do que se imaginava. Os novos dados indicam que o total de estrelas do Universo pode ser três vezes maior do que se imaginava.

Por serem tão fracas, as anãs vermelhas dificilmente são detectadas fora da Via-Láctea e de galáxias próximas. Por conta disso, a participação dessa população no total de estrelas das galáxias em geral era desconhecido.
Agora, usando instrumentos do observatório Keck do Havaí, astrônomos detectaram sinais de anãs vermelhas em oito galáxias elípticas localizadas entre 50 milhões e 300 milhões de anos-luz. Eles descobriram uma abundância muito maior que a esperada.
"Ninguém sabia quantas dessas estrelas existiam", disse, em nota, Pieter van Dokkum, astrônomo da Universidade Yale que encabeçou a pesquisa, publicada na edição desta semana da revista Nature.
"Diferentes modelos teóricos previam diversas possibilidades", diz.
A equipe determinou que há cerca de 20 vezes mais anãs vermelhas em galáxias elípticas do que na Via-Láctea, disse Charlie Conroy, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, que também tomou parte no estudo.
"Geralmente, supomos que outras galáxias se parecem com a nossa. Mas isso sugere que condições diferentes são possíveis em outras galáxias", disse Conroy. "Essa descoberta terá um grande impacto na compreensão da formação e evolução das galáxias", acredita.
Conroy acredita que as galáxias poderiam conter menos matéria escura do que as medições anteriores sugeriam, já que a contribuição da massa das anãs vermelhas pode ser maior do que se imaginava.
Além de aumentar o número de estrelas no espaço, a descoberta também aumenta o número possível de planetas e, assim, o total possível de locais capazes de abrigar vida, disse van Dokkum.
"Há possivelmente trilhões de Terras orbitando essas estrelas", disse ele.
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Enxofre na atmosfera de Vênus simula efeito de geoengenharia, diz ESA

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Cientistas conseguiram explicar a presença de uma misteriosa camada de dióxido de enxofre nas altas regiões da atmosfera de Vênus. De acordo com nota divulgada pela Agência Espacial Europeia (ESA), o resultado pode ser um alerta sobre algumas estratégias propostas para mitigar o aquecimento global na Terra.
Vênus está envolto em nuvens de ácido sulfúrico que impedem a observação direta de sua superfície. As nuvens se forma a altitudes de 50 km a 70 km, quando o dióxido de enxofre dos vulcões se combina com o vapor de água para forma gotículas de ácido.
Todo o dióxido restante deveria ser rapidamente destruído pela radiação solar acima dos 70 km.
Por isso, a detecção de uma camada de dióxido de enxofre pela sonda europeia Venus Express, a uma altitude de 90 km a 110 km, foi encarada como um mistério.
Agora, simulações de computador realizadas por pesquisadores de vários países mostraram que algumas das gotículas de ácido podem evaporara a altas altitudes, liberando ácido em estado gasoso que então é quebrado pela luz do Sol, liberando o dióxido.
"As novas descobertas mostram que o ciclo do enxofre na atmosfera é mais complexo do que pensávamos", disse Håkan Svedhem, cientista do projeto Venus Express.
De acordo com nota da ESA, essa nova compreensão pode ser um alerta de que uma das técnicas propostas para mitigar o aquecimento global poderá não ser tão eficaz quanto se imaginava.
O ganhador do Prêmio Nobel Paul Crutzen propôs a injeção de grandes quantidades de dióxido de enxofre na atmosfera da Terra, a uma altitude de 20 km, para contrabalançar o aquecimento global.
A proposta parte de observações do que ocorre em grandes erupções vulcânicas, que disparam dióxido de enxofre para o alto da atmosfera. Ao chegar aos 20 km de altitude, o gás forma gotículas de ácido sulfúrico, como as das nuvens de Vênus, que se espalham pela Terra. as gotas criam uma camada de neblina que reflete luz solar de volta ao espaço, reduzindo a temperatura do planeta.
No entanto, as simulações a respeito do ciclo do enxofre em Vênus sugerem que a neblina protetora poderá ser rapidamente transformada em gás, que é transparente e permite a passagem da luz solar.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010

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Hubble fotografa galáxia à beira de grande vazio cósmico

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O nascimento de novas estrelas dá à galáxia NGC 6503 um brilho rosado, nesta imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble. Essa galáxia, uma versão reduzida da Via-Láctea, está à beira de um grande vazio espacial, onde existem poucas galáxias.
A nova imagem dá especial destaque às zonas rosadas, que marcam onde estrelas surgiram recentemente nos braços espirais da galáxia.
Embora tenha uma estrutura semelhante à da Via-Láctea, o disco de NGC 6503 tem diâmetro de apenas 30.000 anos-luz, ou cerca de 30% da envergadura de nossa galáxia.
NGC 6503 fica a aproximadamente 17 milhões de anos-luz, na constelação do Dragão. Ela foi descoberta em 1864 pelo astrônomo alemão Arthur Auwers.
A galáxia fica na beira de uma região deserta do espaço, chamada o Vazio Local. Os aglomerados de galáxias de Hércules, Coma e o Grupo Local de galáxias circunscrevem essa região vasta e muito pouco povoada. Estimativas do diâmetro do Vazio vão de 30 milhões a mais de 150 milhões de anos-luz.
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sábado, 27 de novembro de 2010

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Cientistas dos EUA pedem retomada da produção de plutônio para naves espaciais

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O Comitê Consultivo de Astronomia e Astrofísica da Fundação nacional de Ciência dos EUA enviou carta ao governo americano e ao comando da Nasa pedindo atenção para a necessidade de retomada rápida da produção de plutônio 238.

Esse isótopo é usado para gerar energia para sondas espaciais enviadas para além da órbita de Marte, uma região do espaço onde a energia solar não é mais suficiente para manter os equipamentos funcionando.
Os cientistas temem que uma disputa sobre quem deve pagar pela produção - se o Departamento de Energia do governo federal ou a Nasa - atrasem demais o reinício da criação do isótopo. A verba necessária é de US$ 30 milhões.
Na carta, o comitê manifesta "preocupação" com a demora na retomada, que pode, de acordo com os autores, "não só prejudicar a capacidade dos EUA de conduzir missões planetárias ao Sistema Solar exterior, mas também impedir o desenvolvimento e implementação de futuras missões astrofísicas" no espaço profundo, além da órbita terrestre.
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Astrônomos descobrem densidade de filamentos entre galáxias

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Astrônomos obtiveram um vislumbre de uma galáxia incomum, o que ajudou a descobrir novos detalhes a respeito de um "banco de areia" celestial que conecta duas grandes ilhas de galáxias. A pesquisa foi realizada com o Telescópio Espacial Spitzer.

Esses "bancos", ou filamentos, cobrem vastas distâncias entre aglomerados de galáxias e formam uma espécie de treliça conhecida como a teia cósmica. Embora imensos, os filamentos são difíceis de ver e estudar em detalhe. Há dois anos, o Spitzer revelou que desses fios intergalácticos, contendo galáxias em processo de formação de estrelas, ligava os aglomerados Abell 1763 e Abell 1770.
Agora, essas observações foram reforçadas pela descoberta, no interior do mesmo filamento, de uma galáxia que tem um raro formato de bumerangue e que emite luz de modo incomum. Gás quente está golpeando a galáxia errante, forçando-a a assumir a forma atual à medida que cruza o filamento, o que oferece um novo modo de medir a densidade desse fio da teia cósmica.
Cientistas esperam que outras galáxias semelhantes, com forma recurvada, possam sinalizar a presença da teia.
Astrônomos avistaram a galáxia torta a cerca de 11 milhões de anos-luz do centro de Abell 1763. A galáxia-bumerangue apresentava uma proporção incomum entre suas emissões de ondas de rádio e infravermelho.
Isso se deve, em parte, ao fato de a galáxia ter jatos de material sendo emitidos em direções opostas por um buraco negro supermassivo em seu centro. Esses jatos expandem-se em gigantescos volumes de material emissor de ondas de rádio.
Cientistas notaram que as zonas de emissão parecem dobradas para trás em relação á trajetória da galáxia através do filamento. Esse desvio, raciocinaram os astrônomos, é causado pelas partículas do filamento, que empurram o gás e a poeira dos jatos.
Ao medir o ângulo de desvio dos jatos, os pesquisadores calcularam a pressão exercida pelo filamento e determinaram a densidade do meio. De acordo com os dados, a densidade no interior do filamento é cerca de 100 vezes superior à densidade média do Universo.
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

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Listras de Júpiter desaparecidas estão voltando, diz agência espacial americana

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Novas imagens da Nasa (agência espacial norte-americana) mostram que uma das listras de Júpiter que havia desaparecido no início do ano dá sinais de que está voltando. As observações vão ajudar cientistas a entender melhor a interação entre os ventos de Júpiter e a química das nuvens.

No começo do ano, astrônomos amadores notaram que uma longa listra de cor marrom escura --conhecida como Cinturão Equatorial Sul (SEB, na sigla em inglês) e localizada ao sul de Júpiter-- havia se tornado branca.
No início deste mês, o astronomo amador Christopher Go das Filipinas achou um ponto brilhante na área branca que antes era escura. Esse fenômeno atraiu o interesse de cientistas do Laboratório de Jato de Propulsão (JPL) da Nasa.

Depois de muitas observaçoes feitas no Hawaí, os cientistas agora acreditam que a área escura está reaparecendo.
"A razão pela qual Júpiter parece ter perdido essa faixa, se camuflando entre as áreas de faixas brancas que ficam em volta, é que os costumeiros ventos decantados que são secos e mantêm a região sem nuvens cessaram", disse Glenn Orton, cientista da JPL.
"Uma das coisas que estávamos procurando através do infravermelho era uma evidência de que o material escuro emergindo ao lado do ponto brilhante era realmente o começo da 'limpeza' na camada de nuvens, e foi exatamente isso que vimos", completou.






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Cern descobre novas informações sobre a matéria na origem do Universo

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Os experimentos do acelerador de partículas do Cern (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear) já descobriram novas informações sobre a matéria na origem do Universo.
"Menos de três semanas após ter iniciado os experimentos que estudam as colisões de íons de chumbo no Grande Colisionador de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), já foram registrados novos descobrimentos", destacou o Cern nesta sexta-feira.


O resultado prévio aponta novos detalhes sobre como seria a matéria nos momentos da origem da vida do Universo.

A compilação de informações com os íons de chumbo continuarão até 6 de dezembro, momento em que o acelerador --uma enorme circunferência subterrânea de 27 quilômetros sob a fronteira suíço-francesa-- realizará uma pausa técnica para manutenção, antes de retomar os testes em fevereiro de 2011.
"É impressionante a eficiência dos estudos em registrarem tais resultados, que são de uma física muito complexa", informou em nota o diretor da pesquisa do Cern, Sergio Bertolucci.
Bertolucci orgulhou-se que os três experimentos em andamento concorrem entre si para publicar primeiro o resultado final, mas ao mesmo tempo trocam informação e trabalham juntos na documentação de uma visão completa.
"É um ótimo exemplo de como a competição e colaboração funcionam neste campo de pesquisa", ressaltou o cientista.

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Sonda espacial confirma "ar" com oxigênio em lua de Saturno

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A Terra ganhou uma companheira na galeria dos corpos celestes com forte presença de oxigênio na atmosfera. Astrônomos anunciaram que Reia --segundo maior dos 62 satélites de Saturno-- tem o gás.
Embora haja indícios claros da presença de oxigênio em outros planetas e satélites (como Europa, lua de Júpiter), a maioria dessas conclusões se baseia em observações indiretas, como as do Telescópio Espacial Hubble.

Desta vez, a sonda não tripulada Cassini, da Nasa, conseguiu de fato coletar o gás. A descoberta será publicada numa edição futura da revista "Science".
Para isso, ela sobrevoou o satélite a uma distância de apenas 97 quilômetros. Em termos espaciais, isso significa que o dispositivo "passou raspando" sobre a lua.
A quantidade de oxigênio presente em Reia, no entanto, é muito inferior à que existe na Terra.
A atmosfera detectada pela Cassini, composta de oxigênio e dióxido de carbono (CO2), é extremamente rarefeita, devido à baixa densidade e à massa pequena do satélite, entre outros fatores.
A capacidade de um corpo assim conseguir reter gases e formar uma atmosfera, aliás, foi um dos aspectos que mais intrigaram os cientistas. Normalmente, os corpos celestes que possuem atmosfera costumam ser mais densos.
A densidade do nosso planeta, por exemplo, é de aproximadamente 5,5 g/cm3, enquanto à de Reia não passa de 1,2 g/cm3. Isso significa que o satélite é apenas um pouco mais denso do que a água, que tem 1 g/cm3.
Embora a composição química de Reia seja teoricamente favorável à vida --além do oxigênio recém descoberto, ela é composta principalmente de água no estado sólido--, o cientista que comandou o trabalho afirma que essa possibilidade é remota.
"Todas as evidências da Cassini indicam que Reia é muito fria e desprovida de água em estado líquido, o que é necessário para a vida como a conhecemos", disse Ben Teolis, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, no Texas (EUA), em entrevista ao jornal britânico "Guardian".
Roberto Costa, professor do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP), também duvida da existência de vida no satélite de Saturno."Essa descoberta não tem realmente nada a ver com vida. Saturno está fora do cinturão de habitabilidade. Ou seja, não tem água na fase líquida. Essas novas informações são realmente muito importantes, mas do ponto de vista do estudo da formação do Universo."
Apesar de terem detectado a atmosfera, os cientistas ainda estão desenvolvendo (muitas) hipóteses para explicar sua formação. O oxigênio parece ser formado com a "quebra" do gelo presente no satélite, devido à influência magnética de Saturno.
O dióxido de carbono também pode ter vindo do gelo, ou ainda ter sido depositado por materiais ricos em carbono que chegaram com o choque de minúsculos meteoros, entre outras possibilidades.
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

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Lançamento da Discovery é adiado para 17 de dezembro

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A Nasa adiou da semana que vem para meados de dezembro o lançamento do ônibus espacial Discovery, que deverá levar cargas e mantimentos para a Estação Espacial Internacional, disseram autoridades na quarta-feira.
O tempo extra permitirá aos engenheiros entenderem por que dois suportes metálicos do tanque de combustível racharam quando a nave estava sendo abastecida com oxigênio líquido e hidrogênio líquido, no começo de novembro.
"Isso está se revelando um pouco mais complicado do ponto de vista da análise", disse Bill Gerstenmaier, administrador-associado da agência espacial americana, a jornalistas. As fissuras no tanque do Discovery causaram uma rachadura de meio metro na espuma de isolamento térmico da nave.
Em 2003, um pedaço da espuma se soltou do tanque na hora de decolagem e atingiu o ônibus especial Columbia, causando uma explosão no momento do regresso à atmosfera terrestre, com a morte dos sete tripulantes.
O lançamento do Discovery em 5 de novembro foi cancelado devido a um vazamento no tanque de hidrogênio, mas de qualquer maneira a nave não teria decolado a partir do momento em que os engenheiros notaram a rachadura na espuma, segundo John Shannon, gerente do programa de ônibus espaciais.
As rachaduras e o vazamento de hidrogênio já foram reparados, mas a Nasa afirmou que não irá decolar enquanto não compreender melhor os riscos envolvidos.
A próxima oportunidade para a decolagem será em 17 de dezembro, mas "muitos dados precisam se juntar para permitir isso", segundo Shannon.
A nave levará um módulo cargueiro, um robô e peças de reposição para a Estação Espacial Internacional.
A missão, com duração prevista de 11 dias, é uma das últimas dos ônibus espaciais, que serão aposentados no ano que vem. Os EUA pretendem desenvolver outro tipo de veículo para levar astronautas ao espaço.
A Estação Espacial Internacional é um projeto de 16 países, em construção desde 1998 a 350 quilômetros de altitude, a um custo de US$ 100 bilhões.
O adiamento na decolagem do Discovery abre espaço para que a empresa Space Exploration Technologies faça um voo-teste de um módulo espacial de carga desenvolvida para fins comerciais.
A cápsula Dragon pode ser lançada em 7 de dezembro a bordo do foguete Falcon 9, também pertencente à empresa, numa base aérea contígua ao Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

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Faixa 'desaparecida' de Júpiter está ressurgindo, dizem cientistas

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Novas imagens da Nasa indicam que uma das faixas que "desapareceu" da atmosfera no planeta Júpiter há alguns meses está dando sinais de retornar. As novas observações ajudarão os cientistas a entender melhor a interação entre os ventos do planeta gigante e a química de suas nuvens.
No primeiro semestre, astrônomos amadores notaram que uma antiga faixa de coloração marrom, conhecida como Cinturão Equatorial Sul, logo abaixo do equador do planeta, havia embranquecido. No início de novembro, o astrônomo amador Christopher Go, das Filipinas, viu um ponto incomumente brilhante na área onde antes ficava a faixa. O fenômeno chamou a atenção dos cientistas da Nasa.
Depois de realizar observações com vários telescópios, os pesquisadores agora acreditam que a faixa está mesmo voltando.
"O motivo pelo qual Júpiter pareceu 'perder' a faixa - que se camuflou entre as faixas brancas ao redor - é que ventos secos que mantinham a região sem nuvens pararam", disse Glenn Orton, pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.
"Uma das coisas que estávamos procurando nas imagens de infravermelho era evidência de que o material escuro emergindo a oeste da mancha brilhante era, na verdade, o início da limpeza da camada de nuvens, e foi exatamente o que vimos".
Essa camada de nuvens brancas é feita de gelo de amônia. Quando as nuvens brancas flutuam até altas altitudes, elas encobrem o material marrom, que fica mais abaixo. Num intervalo de algumas décadas, o Cinturão Equatorial Sul fica completamente branco por até três anos, um evento que intrigava os cientistas.
A faixa branca não foi a única coisa a mudar no planeta. Ao mesmo tempo, a Grande Mancha Vermelha tornou-se mais escura. Orton disse que a cor da mancha - uma tempestade que tem três vezes o tamanho da Terra e já dura mais de um século - provavelmente ficará mais brilhante à medida que o cinturão retorna.
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Sistema duplo resolve mistério de estrelas variáveis

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Ao descobrir o primeiro sistema estelar duplo onde uma estrela do tipo conhecido como cefeida variável e outra, comum, passam em frente uma da outra, uma equipe internacional de astrônomos conseguiu determinar a massa da estrela pulsante, um dado que era alvo de disputas teóricas há décadas.
Até agora, os astrônomos dispunham de duas previsões teóricas incompatíveis para a massa das cefeidas. O novo resultado mostra que a predição vinda da teoria da pulsação estelar está correta, enquanto que a predição feita a partir da teoria de evolução estelar não está de acordo com as novas observações.
Os novos resultados da equipa liderada por Grzegorz Pietrzyn'ski estão na edição desta semana da revista Nature.
Em nota distribuída pelo Observatório Europeu Sul (ESO), Pietrzyn'ski afirma que as medições realizadas "permitem dizer imediatamente qual das duas teorias em competição utilizadas para prever a massas das cefeidas está correta.”
As estrelas variáveis clássicas cefeidas são astros instáveis muito maiores e muito mais brilhantes do que o Sol. Expandem-se e contraem-se de forma regular, levando entre alguns dias até alguns meses para completar o ciclo.
O tempo que levam para ganhar e perder luminosidade é maior para as estrelas mais luminosas e menor para as menos luminosas. Esta relação, extremamente precisa, faz das cefeidas uma das "réguas" mais eficazes na medição de distâncias até as galáxias próximas e, a partir daí, no mapeamento da escala do Universo.
Mas as cefeidas ainda não são completamente compreendidas. As predições das massas que derivam da teoria das estrelas pulsantes são 20%-30% menores que as predições feitas utilizando a teoria de evolução estelar. Esta discrepância é conhecida desde os anos 60.
Para resolver a questão, os astrônomos precisavam encontrar uma estrela dupla que contivesse uma cefeida e cuja órbita estivesse diretamente voltada para a Terra.
Nestes casos, conhecidos como binários de eclipse, o brilho das duas estrelas diminui quando uma das componentes passa em frente ou atrás da outra. Nesses pares, é possível determinar as massas das estrelas com grande precisão.
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Observação de galáxias distantes confirma ação de força oposta à gravidade

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O Universo é realmente dominado pela misteriosa "energia escura" que se opõe à gravidade, e deve continuar a se expandir para sempre. Essa é a conclusão tirada de uma série de observações de pares de galáxias realizada por cientistas franceses e publicada na edição desta semana da revista Nature.
Embora o resultado indique que o Universo pode ter um futuro infinito, as perspectivas para os seres vivos não são tão boas: à medida que o espaço se expande, o conteúdo de matéria torna-se cada vez mais rarefeito, até que se torna impossível a formação de novas estrelas e planetas para substituir os astros que completam seus ciclos de existência.
"A expectativa da vida provavelmente é definida pelas estrelas mais longevas cujos sistemas planetários podem suportar vida. Talvez seja possível encontrar uma estrela de pequena massa que possa durar um trilhão de anos, mas ela seria muito fria, e o planeta teria de ficar muito próximo", diz o astrofísico Alan Heavens, da Universidade de Edimburgo, que escreveu um comentário, também publicado na Nature, sobre o artigo francês.
A constatação de que o Universo se encontra em expansão acelerada surgiu no fim do século passado, depois que observações de supernovas distantes indicaram que elas estavam se afastando cada vez mais rápido, e não desacelerando - um resultado que surpreendeu os cientistas, na época.
Até então, acreditava-se que a atração gravitacional da matéria do Universo estaria se contrapondo à expansão do espaço, iniciada com o Big Bang, há 13,7 bilhões de anos. Especulava-se que o efeito da gravidade poderia até mesmo reverter essa expansão, lançando o Universo num Big Bang ao contrário, o "Big Crunch", ou grande esmagamento.
Para explicar o resultado, os pesquisadores foram buscar a constante cosmológica, um termo introduzido por Albert Einstein na equação que apresentou em 1917 para explicar a relação entre a matéria do Universo e a geometria do espaço-tempo: na Relatividade Geral, a presença de matéria ou de energia deforma o espaço.
Einstein havia postulado a constante para se contrapor à gravidade e manter seu modelo do Universo estável, mas quando o fato de que as galáxias estavam se afastando umas das outras foi descoberto, ele renegou a ideia, referindo-se a ela como seu "maior erro".
Atualmente, a realidade da constante de Einstein é uma das possíveis explicações para a energia escura, que corresponderia a cerca de 73% do conteúdo do Universo (outros 23% seriam compostos pela matéria escura que mantém as galáxias coesas e apenas 4% pela matéria ordinária que existe em estrelas, planetas e seres vivos).
"A energia escura implica um componente da gravidade que é repulsivo e que, depois de algum tempo, pode superar a atração gravitacional comum entre os objetos. Isso leva as galáxias a acelerar para longe umas das outras na grande escala", explica Heavens.
Os autores do trabalho publicado na Nature, Christian Marinoni e Adeline Buzzi, do Centro de Física Teórica da Universidade de Provença, realizaram observações das posições relativas de pares de galáxias localizados a 7 bilhões de anos-luz da Terra.
Usando a relação de Einstein entre a geometria e o conteúdo do espaço, concluíram que as posições encontradas são mais consistentes com um universo "plano" - isto é, em expansão permanente - e onde a energia escura corresponda a algo entre 60% e 80% do conteúdo do espaço.
Com isso, os franceses obtiveram uma confirmação independente da teoria da expansão acelerada e contínua do cosmo, embora não definitiva. Como a luz das galáxias estudadas levou 7 bilhões de anos para chegar à Terra, as configurações observadas podem não ser mais válidas, escreve Heaven, na Nature. Mesmo assim, acrescenta ele, a ideia explorada é nova e original.
A repulsão provocada pela energia escura não está afastando a Terra do Sol, e nem desmanchando a Via-Láctea. "A gravidade comum que mantém a Terra em órbita é muito mais forte, então a Terra ficará onde está, ao menos por um bom tempo", diz Heavens. "A galáxia também não está de desmanchando, porque a atração gravitacional das estrelas, gás e matéria escura é muito mais forte que a repulsão da energia escura".
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Astrônomos descobrem microquasar na periferia de galáxia

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Um equipe internacional de astrônomos, liderada por Manfred Pakull, da Universidade de Estrasburgo, na França, descobriu um "microquasar" - um pequeno buraco negro que dispara jatos de partículas emissoras de ondas de rádio para o espaço.

Chamado S26, o buraco negro fica no interior da galáxia NGC 7793, a 13 milhões de anos-luz. No início do ano, Pakull e colegas observaram as emissões de raios X e de luz visível de S26, usando telescópio europeu VLT, baseado no Chile, e o Observatório Espacial Chandra, da Nasa.
Agora, novas observações foram feitas com um arranjo de radiotelescópios baseado na Austrália. os novos dados revelam S26 como uma miniatura quase perfeita das chamadas "galáxias de rádio" e 'quasares de rádio".
Galáxias e quasares de rádio estão praticamente extintos atualmente, mas dominavam o Universo primitivo, bilhões de anos atrás. Eles continham gigantescos buracos negros, com bilhões de vezes mais massa que o Sol, e disparavam jatos de energia gigantescos, que se propagavam por milhões de anos-luz.
Astrônomos trabalham há décadas para entender como os buracos negros formam os jatos, e quanto da energia dos buracos negros se transmite para o gás que os jatos atravessam. Esse gás é a matéria-prima da formação de estrelas, e o papel dos jatos é tema de debate.
"Medir a potência dos jatos dos buracos negros e, assim, o aquecimento que produzem costuma ser muito difícil", disse coautor Roberto Soria, do University College London. "Com esse objeto, um bonsai de quasar de rádio no nosso quintal, temos uma oportunidade única".
Usando os dados combinados de várias observações, os cientistas conseguiram determinar quanto da energia é usada no aquecimento do gás e quanto faz o jato brilhar em rádio e luz visível. A conclusão é de que apenas um milésimo da potência cria o brilho em frequência de rádio.
"Isso sugere que, nas galáxias maiores, esses jatos são mil vezes mais intensos do que se deduzia a partir do rádio", disse o pesquisador australiano Tasso Tzioumis. "Isso significa que os buracos negros podem ser mais eficientes e mais poderosos do que pensávamos".
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Astronautas celebram dia de Ação de Graças no espaço

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Nem mesmo no espaço os americanos deixam de comemorar o dia de Ação de Graças -- feriado que é um dos mais tradicionais nos Estados Unidos e é famoso por reunir famílias em grandes jantares como sinal de gratidão.

Embora a data seja comemorada nesta quinta-feira, três astronautas americanos que estão no espaço celebram a data hoje --um dia antes do normal.

A celebração antecipada tem um motivo especial: amanhã metade da tripulação retorna à Terra e os astronautas americanos gostariam de oferecer uma última refeição aos três companheiros russos.

A ideia do dia de Ação de Graças espacial é do astronauta da Nasa (agência espacial americana) Scott Kelly.

Em uma mensagem gravada em vídeo, o astronauta diz que ele e seus companheiros agradecem por estarem na estação espacial e ainda deseja um "feliz dia de Ação de Graças a todos".

O cardápio do jantar será tradicional, mas com algumas alterações feitas pela Nasa: peru irradiado com ervilhas e frutas para sobremesa.

As comidas espaciais ficaram populares depois que a Nasa começou a disponibilizar receitas para o público, destacando inclusive as dez melhores (veja a página ).

Os astronautas americanos Douglas Wheelock e Shannon Walker, e também o cosmonauta russo Fyodor Yurchikhin deixam a estação espacial nesta quinta-feira à noite, na cápsula russa Soyus, e aterrizam no Casaquistão, Ásia Central.

O trio vive junto na estação espacial desde junho. "Foi uma grande experiência para todos nós", disse Wheelock.

Depois de aterrizar, Yurchikhin retorna à Agência Espacial Federal russa, em Moscou, enquanto Wheelock e Walker retornam à Nasa, em Houston.

No entanto, os astronautas americanos não precisam esperar a chegada a Houston para saborear o jantar de Ação de Graças.

"O avião da Nasa terá algumas comidas típicas de Ação de Graças na viagem de volta aos Estados Unidos", disse o porta-voz da agência Rob Navias.
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Astrônomo Brian Marsden morre aos 73 anos

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O astrônomo americano de origem britânica Brian Marsden, reconhecido mundialmente por seu talento de caçador de cometas e por ter contribuído para degradar Plutão ao ranking de planeta-anão, morreu em 18 de novembro, aos 73 anos, anunciou o Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica na última terça-feira.
"Brian era um dos astrônomos mais ouvidos do século 20, sem nenhuma dúvida", destacou Charles Alcock, diretor deste centro ligado à Universidade Harvard, em Massachusetts, nos EUA.
Brian Marsden era especialista em mecânica celeste e astrometria. Possuía dons particulares para encontrar cometas e asteroides que se acreditava perdidos.
Previu a volta do cometa Swift-Tuttle, que originou o célebre espetáculo de estrelas cadentes, as Perseidas, em agosto passado.
Numerosos outros cometas foram objeto de seus cálculos, como o Ikeya-Zhang em 2002.
Em 1978, Brian Marsden foi para a direção do Minor Planet Center (MPC), o organismo oficial da União Astronômica Internacional --encarregado de colher dados de observação de asteroides e cometas.
Demitiu-se em 2006, no mesmo dia em que anunciou a desclassificação de Plutão, permanecendo como diretor honorário até sua morte.
O astrônomo, vítima de uma longa doença, foi também vice-diretor do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, de 1987 a 2003.
Nascido em 5 de agosto de 1937 em Cambridge, Inglaterra, Brian Marsden era diplomado em matemática pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e possuía um doutorado na Universidade Yale, em Connecticut, nos EUA.
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sábado, 20 de novembro de 2010

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Nasa adia lançamento do Discovery para 3 de dezembro

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A Nasa (agência espacial norte-americana) adiou o lançamento do ônibus espacial Discovery para a ISS (sigla em inglês de Estação Espacial Internacional) de 30 de novembro para 3 de dezembro. O objetivo é dar mais tempo para reparações e determinar por que o taque de combustível rachou, disseram autoridades.
"Não poderemos lançar em 30 de novembro", disse o porta-voz da Nasa, Allard Beutel.

O lançamento do Discovery, uma missão planejada de 11 dias, foi adiado depois que se detectou um perigoso vazamento de hidrogênio quando a espaçonave era abastecida em 5 de novembro.
Depois do adiamento, a Nasa também descobriu uma grande fissura na espuma que isola o tanque, o que coloca a partida do Discovery em risco.
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Tempestade de gelo atinge sonda da Nasa que se dirigia para cometa

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O mau tempo, pelo visto, atrapalha o trânsito até em escalas espaciais. A sonda Deep Impact, da Nasa, ficou no meio de uma tempestade de gelo num de seus últimos voos, quando estava próxima ao cometa Hartley.
As informações são da agência espacial dos Estados Unidos. Apesar dos susto, os cientistas da Nasa disseram que a nave saiu ilesa do contratempo climático.

Câmeras na sonda registraram imagens da tempestade. Elas mostram uma espécie de névoa branca cercando o cometa, que tem cerca de 800 metros de comprimento.
De acordo com os cientistas, a tempestade de gelo foi causada por jatos de dióxido de carbono lançados do interior do cometa. Conforme o composto era expelido, levava consigo toneladas de gelo. Alguns fragmentos eram do tamanho de bolas de basquete.
Os pesquisadores da Nasa disseram que esse tipo de tempestade contraria o que se pensava sobre o comportamento dos cometas.
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Descoberto primeiro planeta gerado fora da Via Láctea

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Astrônomos afirmam ter descoberto o primeiro planeta originado fora da nossa galáxia, a Via Láctea.
Semelhante a Júpiter, o planeta batizado de HIP 13044 b (batizado a partir do nome de seu sol, chamado HIP 13044) é parte de um sistema solar que um dia pertenceu a uma galáxia-anã, mas que acabou "devorada" pela Via Láctea entre 6 e 9 bilhões de anos atrás, em um ato de "canibalismo intergaláctico".
De acordo com o estudo, que será publicado na revista "Science", o planeta está a uma distância de 2 mil anos-luz da Terra. A descoberta ocorreu no observatório de La Silla, no Chile.
O planeta deve ter sido formado nos primeiros tempos de seu próprio sistema solar, antes que fosse incorporado pela nossa galáxia, dizem os autores da pesquisa.
Astrônomos já detectaram cerca de 500 exoplanetas fora do nosso Sistema Solar, usando diferentes técnicas, mas todos os astros, até agora, haviam sido gerados na Via Láctea.
Segundo os pesquisadores, o HIP 13044 b fica na órbita de um sol pertencente ao grupo de estrelas chamado "corrente de Helmi", e hoje faz parte da constelação de Fornax, ao sul da Via Láctea.
Estima-se que o novo planeta tenha uma massa 1,25 vez maior que Júpiter e que leve 6,2 dias terrestres para completar uma volta em torno do seu eixo.
No entanto, o HIP 13044 b está se aproximando de sua "morte". Tendo consumido todo o hidrogênio presente em seu núcleo, o sol do planeta se expandiu e se tornou um "gigante vermelho".
No processo, a estrela pode ter "engolido" planetas menores e semelhantes à Terra no processo, antes de se contrair. Até agora, o novo planeta sobreviveu à "bola de fogo", mas não por muito tempo.
"Esta descoberta é particularmente intrigante quando pensamos no futuro distante do nosso sistema planetário, quando o Sol também deverá se tornar um gigante vermelho, daqui a cerca de 5 bilhões de anos", disse Johny Setiawan, pesquisadores do Instituto de Astronomia Max Planck e líder da pesquisa.
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Astrônomos da Alemanha encontram planeta vindo de outra galáxia

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Nem mesmo a Via Láctea está livre dos penetras. Astrônomos europeus acabam de encontrar um planeta vindo de outra galáxia bem na nossa vizinhança cósmica.
Embora a "pancadaria" sideral, com direito a colisões e até fusões entre várias galáxias, não seja novidade para os cientistas, essa foi a primeira vez que eles encontraram um planeta que tenha sobrevivido a tais pancadas.

Batizado de HIP 13044 b, o objeto foi detectado com o auxílio de um supertelescópio no Chile. O intruso fica a cerca de 2.000 anos-luz da Terra e é um gigante. Tem pelo menos 1,25 vez o tamanho de Júpiter, que é o maior planeta do Sistema Solar.
Mas como os autores do estudo, que sairá em edição futura da revista "Science", sabem que o planeta não é "nativo" da Via Láctea? Eles chegaram a essa conclusão baseados na estrela que ele orbita: a HIP 13044.
O astro fica em uma região distante da Via Láctea conhecida como corrente Helmi. Nesse local, as estrelas têm parâmetros orbitais bem particulares, que são diferentes dos da maioria das outras estrelas na vizinhança do Sol.
Para os pesquisadores, isso indica que elas faziam parte de uma galáxia que foi engolida pela Via Láctea entre cerca de 6 bilhões e 9 bilhões de anos atrás.


Na opinião dos cientistas, é uma surpresa das grandes que o planeta tenha sobrevivido à fase de expansão de sua estrela, uma gigante vermelha -estágio em que certas estrelas muito antigas ficam "inchadas", quando seu combustível nuclear começa a se tornar escasso.
"A descoberta é intrigante se considerarmos o futuro distante do nosso próprio Sistema Solar, em que esperamos que o Sol também se torne uma gigante vermelha daqui a 5 bilhões de anos", disse Johny Setiawan, um dos autores do trabalho, do Instituto Max Planck de Astronomia (Alemanha).
O fato de a HIP 13044 ser pobre em metais --com apenas 1% do que existe no nosso Sol, por exemplo-- pode provocar uma reviravolta nas principais teorias de desenvolvimento planetário.
De acordo com elas, existe uma relação direta entre a composição química das estrelas e a quantidade de planetas em seu entorno.
Nesse caso, quanto mais metais existirem na estrela, mais "filhotes" planetários ela acabaria tendo.
Nos últimos 20 anos, os pesquisadores investiram pesado na descoberta de planetas fora do Sistema Solar --hoje, são mais de 500. Nenhum, porém, orbitava uma estrela com tão pouco metal.
Na opinião dos cientistas, é uma surpresa das grandes que o planeta tenha sobrevivido à fase de expansão de sua estrela, uma gigante vermelha -estágio em que certas estrelas muito antigas ficam "inchadas", quando seu combustível nuclear começa a se tornar escasso.
"A descoberta é intrigante se considerarmos o futuro distante do nosso próprio Sistema Solar, em que esperamos que o Sol também se torne uma gigante vermelha daqui a 5 bilhões de anos", disse Johny Setiawan, um dos autores do trabalho, do Instituto Max Planck de Astronomia (Alemanha).
O fato de a HIP 13044 ser pobre em metais --com apenas 1% do que existe no nosso Sol, por exemplo-- pode provocar uma reviravolta nas principais teorias de desenvolvimento planetário.
De acordo com elas, existe uma relação direta entre a composição química das estrelas e a quantidade de planetas em seu entorno.
Nesse caso, quanto mais metais existirem na estrela, mais "filhotes" planetários ela acabaria tendo.
Nos últimos 20 anos, os pesquisadores investiram pesado na descoberta de planetas fora do Sistema Solar --hoje, são mais de 500. Nenhum, porém, orbitava uma estrela com tão pouco metal.
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Astrônomos registram chuva de meteoros leonídeos

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A chuva de meteoros leonídeos, na constelação de Órion, teve seu momento mais brilhante nesta quinta-feira. A próxima, a de geminídeos, ocorre aproximadamente entre 13 e 14 de dezembro.

Já por volta das 3h, o fenômeno que acontece anualmente em novembro, foi registrado por astrônomos dos EUA.


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

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Nasa encontra outra fissura em tanque de combustível do Discovery

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A Nasa (agência espacial norte-americana) localizou a quarta fissura na cobertura metálica do tanque externo de combustível do ônibus espacial Discovery. O lançamento teve de ser adiado para o fim deste mês depois um vazamento de hidrogênio.
A nova fissura, com 7,5 centímetros, foi encontrada três dias depois da terceira, de igual tamanho, detectada na última sexta-feira.

Os técnicos já haviam descoberto outras duas brechas de 23 centímetros cada uma nos suportes de liga de alumínio instalados sobre a espuma isolante do tanque externo.
Esta parte da espuma isolante já havia sido retirada pelos técnicos após a descoberta de uma fissura de 51 centímetros durante o esvaziamento do tanque, em 5 de novembro.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

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Agência espacial japonesa confirma amostras de asteroide

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As primeiras amostras da superfície de um asteroide foram coletadas por uma nave espacial japonesa, anunciou a Jaxa (Agência de Exploração Aeroespacial do Japão).
A Hayabusa, que voltou à Terra em julho deste ano após seu lançamento em 2003, recolheu grãos de poeira do asteroide Itokawa em 2005 --com comprimento de 535 metros, ele leva 556 dias para completar uma volta em torno do Sol.
O material acondicionado em uma cápsula de coleta caiu na Australia e depois seguiu para análise em solo japonês. Havia dúvidas se as partículas eram da superfície do Itokawa ou poeira cósmica.
A notícia animou os pesquisadores do projeto, que falhou duas vezes ao tentar coletar amostras da superfície do Itokawa.
Com o sucesso obtido, já se planeja lançar a Hayabusa 2, que seria enviada a um asteroide rico em carbono.
A missão partiria em 2014 para chegar ao asteroide em 2018 e, então, voltaria à Terra por volta de 2020.
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Astrônomos estudam o que pode ser o mais jovem buraco negro da galáxia

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Astrônomos afirmaram que a supernova SN 1979c pode ser o mais jovem buraco negro, com idade aproximada a 30 anos, para termos comparativos.
Esta seria a observação mais próxima do nascimento de um buraco negro, segundo Daniel Patnaude, do centro de astrofísica Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, em Massachusetts (EUA), que trabalhou no estudo.

Cientistas acreditam que buracos negros podem ser criados de diversas formas. Neste caso, o ponto de partida seria uma estrela com massa 20 vezes à do Sol e um impacto com um objeto tão denso, que estaria sugando material estelar para seu núcleo.
Esta seria a primeira vez que o surgimento de um buraco negro, nos moldes tradicionais, é observado.
O astrônomo amador Gus Johnson, de Maryland (EUA), descobriu a supernova em 1979. Ela fica nos limites da galáxia M100, na constelação de Virgem.


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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

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Equipe faz exumação de restos de astrônomo dinamarquês que viveu no século 16

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Astrônomo dinamarquês cujas observações estelares e planetárias ajudaram a lançar as bases da astronomia moderna, Tycho Brahe terá seu corpo estudado por uma equipe internacional de cientistas.
Nesta segunda-feira, a tumba do estudioso que viveu no século 16 será aberta para elucidar as razões de sua morte súbita.
Tycho Brahe foi enterrado em 1601 na igreja Church of Our Lady Before Ty, lugar que hoje está em Praga, República Tcheca.

Brahe realizou suas pesquisas na cidade tcheca de Praga a convite imperador Rodolfo 2º, após deixar seu posto em um observatório científico na ilha de Hven, na Dinamarca, por conflitos com o rei desse país.
Pensava-se que o astrônomo havia morrido por causa de uma infecção urinária --a lenda diz ele se recusava a ir ao banheiro em cerimônias da corte para não quebrar as regras do cerimonial.

Em 1996, um teste realizado com amostras de bigode e cabelo de Brahe, obtidos durante uma exumação de 1901, mostrou que havia níveis elevados de mercúrio, o que leva a uma teoria de envenenamento e assassinato.
Jens Vellev, professor de arqueologia medieval na Universidade de Aarhus, na Dinamarca, está liderando a exumação atual, que envolve cientistas da Dinamarca e da República Tcheca, além de tomografia computadorizada e uma técnica inovadora de raio X.
A equipe tem até sexta-feira para exumar os restos mortais de Brahe e sua esposa e retirar as amostras necessárias. Os resultados da análise devem ser anunciados no ano que vem.
Paira também um interesse sobre o crânio do astrônomo. Ele teve parte do nariz cortada durante um duelo, que foi substituída por uma placa de metal, mas o objeto não foi encontrado na exumação de 1901.

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