sábado, 12 de abril de 2014

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Novo criotanque é preparado por engenheiros da NASA

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Imagem mostra engenheiros da NASA preparando criotanque inovador para testes























A foto acima mostra engenheiros da NASA e da Boeing inspecionando e preparando um dos maiores tanques propelentes de foguetes composto já manufaturado para teste. O criotanque composto é parte do Game Changing Development Program and Space Technology Mission Directorate da NASA, que está inovando, desenvolvendo, testando e voando equipamentos que serão usados nas futuras missões espaciais da NASA. A NASA está focando nessa tecnologia pois os tanques compostos prometem uma redução de 30% do peso e uma economia de 25%, sobre os melhores tanques de metal usados atualmente. A parte externa do criotanque de 5.5 metros de diâmetro é do mesmo tamanho dos tanques propelentes usados nos foguetes de hoje em dia.

O tanque foi construído no Boeing Development Center em Tukwila, Washington, e como artistas, a equipe demonstrou sua paixão e sua dedicação ao trabalho. As assinaturas prateadas dos membros da equipe da NASA e da Boeing são visíveis no domo preto na parte terminal do tanque. O avião da NASA Super Guppy, entregou o tanque em Março de 2014 para o Marshall Space Flight Center da NASA em Huntsville, Ala., e o Kmag, um caminhão de carga com 96 rodas, transportou o tanque para a área de teste do Marshall Center.

O tanque de 105992 litros será isolado e colocado na estande de testes onde será preenchido com hidrogênio líquido extremamente frio, ou como dizemos, em temperaturas criogênicas. As partes terminais de cor laranja do tanque são feitas de metal e serão acopladas às estandes de teste de modo que cargas estruturais poderão ser aplicadas, semelhantes àquelas que o tanque enfrentará durante o lançamento de foguetes. Esse avançado criotanque composto poderia beneficiar muitas das naves espaciais da NASA de exploração do espaço profundo, incluindo o Space Launch System da NASA, o maior e mais poderoso foguete já construído.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

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Os dias que se passam em Titã ...

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Outro dia comum em Titã - Nublado, frio e com névoa

Qual a previsão do tempo para Titã? Nublado, com névoa e frio – como todos os dias! A imagem aqui é uma composição colorida feita a partir de dados brutos capturados pela sonda Cassini durante o sobrevoo realizado no dia 7 de Abril de 2014, e mostra duas feições principais da atmosfera do satélite. Uma espessa névoa laranja feita de componentes orgânicos criada pela quebra do nitrogênio e do metano pela luz ultravioleta, e uma névoa filamentada azulada de um nível mais elevado composta de hidrocarbonetos complexos.

A Cassini estava a aproximadamente 30700 km de Titã quando essas imagens foram capturadas.

























Titã é o único satélite do Sistema Solar que tem uma atmosfera substancial (e não apenas uma exosfera fina de íons e de poeira), de fato, a atmosfera de Titã se estende dez vezes mais alta do que a da Terra.

Devido a opacidade da sua atmosfera e devido à distância do Sol, ficar na superfície de Titã mesmo ao meio dia local é como se estivéssemos no crepúsculo profundo na Terra, o clima é frio e sombrio, com temperatura média de perto dos 300 graus F abaixo de zero. Tudo isso ainda está bom, pois a qualquer momento pode-se enfrentar uma chuva de metano líquido.

A imagem acima foi composta de imagens originais adquiridas com os filtros verde, azul e violeta e foi necessário processá-las para criar essa impressão de cor verdadeira. As imagens também foram rotacionadas de -90 graus.

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Os pioneiros da NASA

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Mercury 7 – A primeira turma de astronautas da NASA






































No dia 9 de Abril de 2014, a NASA introduziu sua primeira turma de astronautas, conhecida como Mercury 7. Na imagem acima, podemos ver na fila da frente, da esquerda para a direita: Walter M. Schirra, Jr., Donald K. “Deke” Slayton, John H. Glenn, Jr., e M. Scott Carpenter. Na fila de traz, estão Alan B. Shepard, Jr., Virgil I. “Gus” Grissom e L. Gordon Cooper, Jr.

Dessa imagem, algumas figuras são marcantes:


  • Walter Schirra, também conhecido como Wally Schirra voou na missão Apollo 7.

  • Deke Slayton, voou no projeto teste de acoplagem das missões Apollo e Soyuz.

  • John Glenn, foi o primeiro norte-americano a ir ao espaço.

  • Alan B. Shepard, foi o segundo norte-americano a viajar ao espaço e o único da turma original de astronautas a pisar na Lua.

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Dunas da lua Titã são semelhantes às da Terra

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Sonda Cassini registra formas familiares nas dunas de Titã

As luas do nosso Sistema Solar estão nos mostrando aos poucos suas paisagens incomuns. Contudo, algumas vezes elas parecem bem familiares, como nas novas imagens de radar obtidas pela sonda Cassini, da lua Titã de Saturno. A imagem mostra listras escuras cavando dunas remanescentes parecido com algo que se pode encontrar nas praias da Terra, ou com linhas de fluxos encontradas nos jardins japoneses Zen.

Enquanto a nossa areia é composta de silicatos, a “areia” dessas dunas alienígenas são formadas por grãos de material orgânico que têm aproximadamente o mesmo da tamanho das partículas encontradas nas praias da Terra. O pequeno tamanho e a suavidade desses grãos, significa que as linhas de fluxos cavadas nas dunas se mostram escuras até mesmo para o olho humano.

Esses grãos são movimentados pelos ventos que sopram na superfície do satélite. Esses ventos não são tão velozes – se movem a cerca de 1 m/s – mas eles sopram em direções opostas através do ano, fazendo com que a areia de Titã se empilhe em certos lugares com o passar do tempo.

Titã parece estar cheio de feições e fenômenos que são muito familiares àqueles encontrados na Terra. Desde que a sonda Cassini chegou no sistema de Saturno em 2004, e jogou o módulo Huygens da ESA em 2005, os cientistas têm estudados essas similaridades entre Titã e a Terra, explorando suas dunas, canais, lagos de etano líquido e metano espalhados pela superfície.

Enquanto imagens anteriores registraram esses padrões familiares nas dunas de Titã, essa nova imagem mostra essas feições em grandes detalhes. A imagem foi obtida pelo radar mapeador de Titã da Cassini, no dia 10 de Julho de 2013, pela equipe liderada por Steve Wall do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA na Califórnia, EUA. A marca horizontal perto do centro da imagem é um artefato do processamento das imagens de radar da sonda.

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O gigantesco anel celeste da nebulosa planetária Abell 33

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Encontro ocasional dá origem a anel de diamantes celeste


Astrônomos utilizaram o Very Large Telescope do ESO no Chile para capturar esta bela imagem da nebulosa planetária PN A66 33 – conhecida normalmente por Abell 33. Formada quando uma estrela já evoluída lançou para o espaço as suas camadas externas, esta bonita bolha azul está, por mero acaso, alinhada com uma estrela que se encontra em primeiro plano, o que torna o conjunto extremamente parecido a um anel de noivado com um diamante. Esta jóia cósmica é raramente simétrica, aparecendo como um círculo quase perfeito no céu.

A maioria das estrelas com massas da ordem da do nosso Sol terminarão as suas vidas sob a forma de anãs brancas – corpos quentes, pequenos e muito densos que vão apagando lentamente ao longo de bilhões de anos. Antes desta fase final das suas vidas, as estrelas libertam para o espaço as suas atmosferas, criando nebulosas planetárias – nuvens de gás coloridas e luminosas que envolvem as pequenas relíquias estelares brilhantes.
























Esta imagem, obtida pelo Very Large Telescope do ESO (VLT), mostra Abell 33, uma nebulosa planetária extraordinariamente circular, situada a cerca de 2500 anos-luz de distância da Terra. O fato de ser perfeitamente redonda é bastante incomum neste tipo de objetos, pois geralmente existe algo que perturba a simetria e faz com que a nebulosa planetária apresente formas irregulares.

A estrela muito brilhante situada na periferia da nebulosa dá origem a uma bonita ilusão de ótica nesta imagem do VLT. O alinhamento verificado acontece por mero acaso – a estrela, chamada HD 83535, situa-se em primeiro plano, a meio caminho entre Abell 33 e a Terra, no local exato para tornar esta imagem ainda mais bonita. Juntas, a HD83535 e Abell 33 formam um cintilante anel de diamante.

O que resta da estrela progenitora de Abell 33, e que irá formar uma anã branca, pode ser vista, ligeiramente descentralizada no interior da nebulosa, como uma pequeníssima pérola branca. Ainda é bastante brilhante – mais luminosa que o nosso Sol – e emite radiação ultravioleta suficiente para fazer com que a bolha de material expelido brilhe.

Abell 33 é apenas um dos 86 objetos catalogados pelo astrônomo George Abell em 1966 no seu Catálogo de Nebulosas Planetárias. Abell perscrutou também os céus em busca de aglomerados de galáxias, tendo compilado no Catálogo de Abellmais de 4000 aglomerados, tanto no hemisfério norte como no sul.

Esta imagem foi obtida a partir de dados coletados pelo instrumento FOcal Reducer and low dispersion Spectrograph (FORS), montado no VLT, no âmbito do programa Jóias Cósmicas do ESO.

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terça-feira, 8 de abril de 2014

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Rasgão no céu em imagem do ALMA

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Bola de fogo cósmica cai sobre o ALMA























Esta nova imagem, obtida no Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) é outra das fotografias em Ultra Alta Definição obtida durante a Expedição Ultra HD do ESO. O ALMA, situado 5000 metros acima do nível do mar no remoto e inóspito planalto do Chajnantor nos Andes chilenos, é a segunda etapa dos quatro Embaixadores Fotográficos do ESO na sua viagem de 17 dias. Os profissionais encontram-se munidos de equipamento Ultra HD de vanguarda de modo a capturarem a verdadeira majestade e grandeza de lugares como o que mostra a imagem.

Podemos ver algumas das 66 antenas de alta precisão que compõem o ALMA, apontando para cima, à medida que estudam as nuvens frias do espaço interestelar e perscrutam em profundidade as nossas misteriosas origens cósmicas.

O impressionante traço de luz visível sobre a rede ALMA é uma estrela cadente, que rasga a imagem num vívido traço de cores. Tons verde esmeralda, dourados e ligeiramente avermelhados brilham intensamente à medida que o meteoro, ao atravessar a atmosfera terrestre, vai ardendo na sua viagem flamejante ao longo do céu. Quando a bola de fogo de alta velocidade – que é, na realidade, um pequeno grão de rocha do espaço interplanetário – interage com a atmosfera, aquece e vaporiza as suas camadas exteriores, que ficam para trás num traço incandescente. Estes traços desaparecem em apenas alguns segundos, no entanto este foi aqui capturado pelo simples carregar de um botão.

A estrela mais brilhante da constelação da Virgem, chamada Spica, e o nosso vizinho planeta Marte brilham intensamente no centro da imagem – espectadores cósmicos desta descida ardente, à medida que aparecem acima do horizonte.

A Expedição Ultra HD começou em Santiago, no Chile,  a 25 de março de 2014. Esta imagem foi tirada durante a oitava noite de trabalho da equipa, no planalto do Chajnantor. A equipa encontra-se atualmente no Observatório de La Silla, o primeiro observatório do ESO no Chile, e amanhã, depois de uma última noite, encerrará finalmente a longa viagem de regresso a casa. Omaterial Ultra HD obtida na expedição estará brevemente disponível online de forma gratuita, à medida que o ESO for divulgando imagens extremamente nítidas de perder o fôlego, trazendo o Universo para mais perto de nós. Esta imagem foi obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO e Cinematógrafo de Timelapse Christoph Malin.

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Ponto branco misterioso em foto registrada pelo Curiosity

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Ponto branco em imagem do Curiosity causa alvoroço na comunidade ufológica - real, falha fotográfica, ou raio cósmico?






















Um pouco de polêmica para essa noite. Olhe a imagem acima e você verá um ponto brilhante sendo emitindo perto de uma colina marciana. Esse ponto de luz está chamando a atenção de toda a comunidade ufológica mundial. O que você acha, esse ponto de luz foi emitido por algum ser inteligente no Planeta Vermelho, ou ele é apenas uma falha fotográfica, ou um raio cósmico que atingiu o rover Curiosity no momento da imagem?

As evidência até o momento favorecem mais à hipótese de um pixel morto como explicação, mas a coincidência é séria o suficiente para provocar conversar nos famosos sites de ufologia como o disclose.tv (http://www.disclose.tv/ ) e o UFO Sightings Daily (http://www.ufosightingsdaily.com/ ). O editor do UFO Sightings Daily, Scott C. Waring, está se divertindo com essa imagem tanto quanto ele se divertiu no passado com o Rato Marciano (http://science.nbcnews.com/_news/2013/06/01/18682769-mars-rat-taking-internet-by-storm?lite ) e com a Iguana Marciana (http://www.nbcnews.com/science/space/feast-your-eyes-fake-martian-iguana-brand-new-panorama-f2D11577351 ).

“Isso pode indicar que existe uma vida inteligente abaixo do solo marciano e que está usando a luz como nós usamos”, disse Waring, no post sobre a foto que escreveu no último domingo dia 6 de Abril de 2014.

A foto foi feita no dia 3 de Abril de 2014 pela câmera de navegação direita do rover Curiosity da NASA enquanto ele estava estudando a nova área de pesquisa em solo marciana, chamada de Kimberley. Um pontinho de luz é então identificado como se estivesse sendo expelido para cima na borda direita do anel de uma elevação.

Uma foto feita pela navcam direita do rover no dia anterior mostra um ponto brilhante similar, visto de uma perspectiva levemente diferente. O único problema é que a câmera de navegação do Cuuriosity é um sistema estéreo, e navcam esquerda do rover não mostra nenhum ponto brilhante em nenhum dos dias.

Isso sugere que a “luz”, pode ser na verdade uma perda de dados que deixou pontos brancos nas imagens feitas pela navcam direita em suas imagens. E isso sugere também que as pessoas estão examinando as imagens feitas pelo Cuuriosity bem de perto, o que significa que se existe uma mensagem de Marte sendo emitida para nós na forma de uma luz piscante certamente alguém verá.

Foi perguntado ao JPL da NASA o que eles achavam das imagens, e até agora nada foi dito por eles. Em compensação, a comunidade ufológica prontamente começou a dar todas as explicações.

Outra hipótese que vem ganhando força para explicar essa “luz” branca nas imagens do Curiosity é que pode ser que um raio cósmico atingiu o rover Curiosity no momento das imagens, e esse raio cósmico causou essa momentânea perda de sinal.

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Fotógrafo faz registro de aurora no Monte Kirkjufell

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Bela aurora é fotografada no Monte Kirkjufell na Islândia


















A imagem acima mostra a paisagem bem conhecida e frequentemente fotografada do Monte Kirkjufell, que alguns dizem seja a montanha mais bonita da Islândia. O fotógrafo Nanut Bovorn, capturou uma imagem do Kirkjufell em toda a sua glória no dia 2 de Abril de 2014, circundado por um céu estrelado e por uma incrível aurora. Uma imagem realmente espetacular.


Abaixo pode-se apreciar outra imagem feita na mesma noite onde também é possível admirar a bela paisagem que se localiza nas redondezas do Kirkjufell, com uma bela cachoeira, um rio, tudo isso abaixo dos belos céus noturnos da Islândia. O Monte Kirkjufell localiza-se numa pequena península e tem 463 de altura.

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Saiba mais: eclipse solar visto da Lua!

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Como é um eclipse solar visto da Lua?





























Um eclipse solar já foi observado da Lua? Sim, primeiro em 1967 – mas ele pode acontecer novamente na próxima semana. A missão robótica Surveyor 3 fez milhares de imagens de grande angular de televisão da Terra, em 1967, sendo que algumas dessas imagens capturaram a Terra se movendo em frente ao Sol. Algumas dessas imagens foram recuperadas dos arquivos da NASA e foram compiladas no vídeo apresentado acima. Embora as imagens sejam bem granuladas, a atmosfera da Terra claramente refrata a luz do Sol ao redor e pode-se ver o famoso Efeito Beading, quando algumas trajetórias da luz do Sol foram bloqueadas pelas nuvens (imagem abaixo).


Dois anos depois, em 1969, a tripulação da Apollo 12 viu também um eclipse de um ponto de vista diferente quando eles estavam voltando da Lua. Em 2009, a sonda robô Kaguuya, fez imagens de alta resolução de um eclipse similar enquanto orbitava a Lua (imagem e vídeo abaixo). Na próxima semana, contudo, a missão Chang’e 3 da China, incluindo o rover Yutu, pode testemunhar um novo eclipse do Sol pela Terra, desde a superfície da Lua. Simultaneamente, da órbita lunar, a missão LADEE da NASA pode também capturar o evento incomum do dia 15 de Abril de 2014. Outro ângulo desse mesmo evento certamente será visível pelas pessoas na superfície da Terra, ou seja, um eclipse total da Lua.

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domingo, 6 de abril de 2014

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Conheça as Listras de Tigres, em Encédalo

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As famosas Listras de Tigre da lua Encélado de Saturno

Os oceanos de subsuperfície têm seu material expelido através das listras de tigre da lua Encélado de Saturno? Longas feições chamadas de listras de tigre são conhecidas por estarem expelindo gelo do interior congelado da lua para o espaço, criando uma nuvem de finas partículas sobre o polo sul do satélite e criando o misterioso Anel E de Saturno.

As evidências para essas conclusões veem da sonda Cassini da NASA que está orbitando o sistema de Saturno. Acima, pode-se ver uma imagem de alta resolução de Encélado, obtida durante um sobrevoo da Cassini próximo do satélite. As feições incomuns,conhecidas como listras de tigre são visíveis na imagem acima em tonalidades azuladas. Por que Encélado é ativo ainda permanece um mistério, já que a sua lua vizinha Mimas, que tem aproximadamente o mesmo tamanho aparece totalmente morta.

Mais recentemente, uma análise dos leves desvios gravitacionais têm fornecido indicações independentes dos oceanos na subsuperfície de Encélado. Essa pesquisa é particularmente interessante já que esses oceanos seriam candidatos para conter vida.

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Jus ao apelido: aglomerado de galáxias El Gordo

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Equipe de astrônomos usando o Telescópio Espacial Hubble mede com precisão a massa do aglomerado de galáxias El Gordo





















O Telescópio Espacial Hubble da NASA pesou o maior aglomerado de galáxias conhecido no universo distante, catalogado como ACT-CL J0102-4915, e descobriu que ele realmente faz jus ao seu apelido – El Gordo (a frase em espanhol para algo que é gordo).

Medindo o quanto a gravidade do aglomerado distorce as imagens das galáxias no fundo distante, uma equipe de astrônomos calculou a massa do aglomerado e chegou ao valor de 3 milhões de bilhões de vezes a massa do nosso Sol. Os dados do Hubble mostram que o aglomerado de galáxia, que está localizado a cerca de 9.7 bilhões de anos-luz de distância da Terra, é aproximadamente 43% mais massivo do que as estimativas anteriores.

A equipe usou o Hubble para medir quanto a massa do aglomerado distorce o espaço. A alta resolução do Hubble permitiu medidas da chamada lente fraca, onde a imensa gravidade do aglomerado subitamente distorce o espaço como um espelho de parque de dimensões, distorcendo as imagens das galáxias em segundo plano. Quanto mais as imagens aparecem distorcidas, mais massa possui o aglomerado.

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As estrelas na NGC 1084

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O lar espiral de estrelas em explosão


Nessa nova imagem do Hubble, nós podemos ter uma visão quase que totalmente de frente da galáxia NGC 1084. Numa primeira olhada, essa galáxia é normal. Como a maioria das galáxias que nós observamos ela é uma galáxia espiral, e como cerca de metade das galáxias espirais, ela não tem uma barra cruzando seus braços. Contudo, embora possa parecer comum e sem nenhum destaque no papel, a NGC 1084 é na verdade, um exemplo quase que perfeito desse tipo de galáxia – e o Hubble fez uma observação perto do perfeito dela.

A NGC 1084 tem abrigado alguns violentos eventos, conhecidos como supernovas – explosões que ocorrem quando estrelas massivas, muitas vezes mais massivas do que o Sol, se aproxima de seu crepúsculo. À meidade que o processo de fusão em seus núcleos esgotam o combustível, essas gigantescas estrelas entram em colapso, expelindo suas camadas externas em uma violenta explosão. As supernovas podem brilhar brevemente se sobrepondo ao brilho de toda a galáxia, antes dela se apagar depois de algumas semanas ou meses. Embora seja difícil observar diretamente uma dessas explosões, em galáxias como a NGC 1084, podem encontrar e estudar a parte remanescente dessas explosões.

Os astrônomos notaram cinco explosões de supernovas na NGC 1084, nos últimos cinquenta anos. Essas remanescentes receberam os nomes de acordo com o ano em que elas ocorreram, a saber: 1963P, 1996an, 2009H e 2012ec.

A explosão mais recente, a 2012ec, foi detectada na parte terminal do braço superior direito da NGC 1084 em Agosto de 2012. Ela não é visível aqui, já que as imagens usadas para montar essa visão final foram feitas em 2001, onze anos antes dessa supernova explodir. Os astrônomos na Universidade de Queen Belfast, têm manipulado essas imagens anteriores à explosão, para identificar diretamente qual estrela que explodiu. Parece ser uma supergigante vermelha cerca de 10 a 20 vezes mais massiva que o Sol, e bem similar à estrela Betelguese em Orion.

Uma versão dessa imagem entrou na competição de processamento de imagens Hubble´s Hidden Treasures pelo usuário do Flickr, Brian Campbell (Snickel).

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sexta-feira, 4 de abril de 2014

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Missões com destino a Marte tendem a ficar mais arriscadas

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Missões a Marte serão mais arriscadas para saúde

Enviar homens a Marte pode expor esses astronautas a riscos de saúde que superam os limites hoje fixados pela Agência Espacial Americana (Nasa, na sigla em inglês) - revela o informe elaborado por um comitê independente de especialistas, nesta quarta-feira. "Provavelmente, esse tipo de missão exporia a tripulação a níveis de riscos conhecidos que vão além dos permitidos pelos critérios atuais em matéria de saúde, assim como a uma série de riscos ainda mal definidos, incertos e até imprevisíveis", ressalta o informe do Institute of Medicine (IOM). Por esse motivo, qualquer missão de longo prazo ou para o espaço distante exigirá, nas próximas décadas, certo exame ético, ressalta o documento.

Hoje, os astronautas são enviados ao espaço em órbita terrestre baixa, onde podem permanecer entre três e seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Já uma expedição a Marte pode levar até 18 meses. A Nasa anunciou que pretende enviar pessoas ao Planeta Vermelho até 2030 e está trabalhando na construção de um lançador e de um foguete espacial com esse propósito. Os riscos para a saúde de missões curtas ao espaço podem incluir náuseas, um estado de fraqueza generalizado e alterações da visão, enquanto as missões prolongadas podem até incluir o surgimento de câncer induzido por rádio, ou a perda de massa óssea. Dados esses riscos incertos e não totalmente conhecidos, a Nasa pediu ao IOM que implementasse um marco ético para guiar as decisões futuras nos voos espaciais tripulados. Os membros do comitê de especialistas rejeitaram estabelecer uma série de critérios de saúde específica para as missões a Marte.

 Em seu lugar, o grupo concluiu que a única opção seria conceder exceções aos critérios de saúde atuais. O IOM advertiu que a Nasa deve, apesar de tudo e em todos os casos, determinar se essas exceções são eticamente aceitáveis. "Qualquer exceção deveria ser rara e ocorrer apenas em circunstâncias particulares", destaca o IOM, citando, por exemplo, a necessidade de que os astronautas possam decidir eles mesmos se participam (ou não) e a necessidade de se escolher missões benéficas para a sociedade em geral. O comitê recomenda ainda à Nasa que contrate um seguro de vida para seus astronautas.

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A novas rotas de exploração do Curiosity em Marte

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Rover Curiosity da NASA examina a próxima área a ser estudada em Marte















Na última quarta-feira, dia 2 de Abril de 2014, o rover Curiosity da NASA caminhou os últimos 30 metros necessários para ele alcançar o local planejado desde o começo de 2013 como um destino para se estudar pistas nas rochas sobre antigos ambientes que podem ter sido favoráveis à vida.

O rover atingiu um ponto vantajoso para que suas câmeras possam pesquisar quatro diferentes tipos de rochas que se interceptam numa área chamada de “The Kimberley”, em homenagem a uma região do oeste da Austrália.


“Esse é o ponto no mapa que nós estávamos procurando, um local com pequena elevação que nos dá uma boa visão para um imageamento de contexto dos afloramentos em Kimberley”, disse Melissa Rice do Instituto de Tecnologia em Pasadena, na Califórnia. Rice é a líder do planejamento científico que são esperados para as próximas semanas de observações, perfuração de amostragem e análises laboratoriais no interior do rover das rochas da área estudada.

Com a chegada nesse ponto, o Curiosity já caminhou um total de 6.1 quilômetros desde que pousou no interior da Cratera Gale em Marte, em Agosto de 2012.

As investigações da missão em Kimberley estão sendo planejadas como as mais extensas desde que o Curiosity gastou a primeira metade de 2013 numa área chamada Yellowknife Bay. Em Yellowknife Bay, o rover, de uma tonelada, examinou as primeiras amostras perfuradas de rochas em Marte e encontrou a assinatura de um antigo ambiente de fundo de lago fornecendo assim os ingredientes químicos e a energia necessária para a vida.



























No Kimberley e mais tarde, nos afloramentos do Monte Sharp, dentro da Cratera Gale, os pesquisadores planejam usar os instrumentos científicos do Curiosity para aprender mais sobre as condições habitáveis passadas e as mudanças ambientais.

O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, uma divisão do Caltech em Pasadena, gerencia o Mars Science Laboratory Project para o Science Mission Directorate da NASA em Washington. O projeto, desenvolveu, construiu e opera o rover em Marte.

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Pesquisadores levantam hipóteses sobre idade lunar

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O manto terrestre fornece indícios sobre a idade da Lua

Pesquisadores obtiveram a melhor estimativa para a idade da data de nascimento da nossa Lua, um evento que aconteceu cerca de 100 milhões de anos depois do surgimento do Sistema Solar.

Essa nova descoberta sobre a origem da Lua pode ajudar a resolver um mistério sobre por que a Lua e a Terra aparecem virtualmente idênticas em sua constituição.

Os cientistas têm sugerido que a Lua se formou a 4,5 bilhões de anos atrás por uma gigantesca colisão entre um objeto do tamanho de Marte, chamado de Theia, uma colisão que teria derretido boa parte da Terra. Esse modelo sugere que mais de 40% da Lua foi feita de detritos gerados por esse corpo que se chocou com a Terra. A teoria vigente até então sugeria que a Terra teria experimentado alguns impactos gigantescos durante a sua formação, com o impacto que formou a Lua sendo o último.

Contudo, os pesquisadores suspeitam que Theia era quimicamente diferente da Terra. Em contraste, os estudos recentes revelaram que a Lua e a Terra aparecem muito parecidas quando se analisa as versões dos elementos chamados de isótopos, mais do que é sugerido pelo modelo atual de impacto.

“Isso significa que no nível atômico, a Terra e a Lua são corpos idênticos”, diz o líder do estudo Seth Jacobson, um cientista planetário do Observatório de la Côte d’Azur em Nice, na França. “Essa nova informação desafia a teoria do impacto gigantesco para a formação lunar”.

Ninguém contestou seriamente um impacto como sendo o cenário mais provável para a formação da Lua, disse Jacobson. Entretanto, o fato da Terra e da Lua serem virtualmente idênticas no nível atômico colocou as exatas circunstâncias da colisão em questão.

Agora, com uma melhor definição de quando a Lua se formou, Jacobson e seus colegas podem ajudar a explicar por que a Lua e a Terra são corpos misteriosamente idênticos.

Os esforços feitos até hoje para definir uma data para a formação da Lua propuseram uma grande variedade de idades. Algumas teorias sugerem um evento que tenha ocorrido 30 milhões de anos depois da formação do Sistema Solar, enquanto outros sugerem que esse evento tenha ocorrido mais de 50 milhões de anos e possivelmente mais de 100 milhões de anos, depois da formação do Sistema Solar.

Para ajudar a resolver esse mistério, Jacobson e seus colegas simularam o crescimento dos planetas rochosos do Sistema Solar – Mercúrio, Vênus, Terra e Marte – a partir do disco protoplanetário de milhares de blocos planetários orbitando o Sol.

Analisando como esses planetas se formaram e cresceram a partir de mais de 250 simulações computacionais, os pesquisadores descobriram que se o impacto que formou a Lua ocorreu antes, a quantidade de material acrescido na Terra posteriormente seria maior. Se o impacto ocorreu depois, a quantidade seria menor.

Pesquisas anteriores calcularam a quantidade de material acrescido na Terra depois da formação da Lua. Essas estimativas são baseadas em como elementos como o irídio e a platina mostram uma forte tendência de se mover no núcleo da Terra. Após cada impacto gigantesco a Terra nascente era sustentada, esses elementos teriam lixiviado o manto da Terra e aglutinado com um material mais pesado rico em ferro destinado a afundar no núcleo da Terra.

Após o último gigantesco impacto que formou a Lua, o manto deve ter sido quase que completamente despido de irídio, platina e seus elementos primos. Esses elementos estão ainda presentas no manto, mas somente em pequenas quantidades, que sugerem que somente uma pequena quantidade de material foi acrescido na Terra depois da formação da Lua.

Os pesquisadores calcularam que o impacto que formou a Lua deve ter ocorrido cerca de 95 milhões de anos depois da formação do Sistema Solar, com uma incerteza para mais ou para menos de 32 milhões de anos.

“Um evento tardio de formação da Lua, como sugerido pelo nosso trabalho, é mais consistente com o fato da Terra e da Lua, serem corpos idênticos”, disse Jacobson.

Em adição, análises recentes propõem que o impacto que criou a Lua necessita de uma colisão mais rápida e mais energética do que se sugeria anteriormente. Isso faz sentido se o impacto ocorreu relativamente mais tarde com um disco protoplanetário mais velho, como sugerem as descobertas.

“Discos mais velhos tendem a ser dinamicamente mais ativos, já que existem poucos corpos deixados no disco para que a energia seja distribuída entre eles”, disse Jacobson.

Essas novas descobertas levantam um novo quebra-cabeça. Enquanto elas sugerem que a Lua e a Terra se formaram juntas aproximadamente 100 milhões de anos depois do Sistema Solar ter surgido, evidências de meteoritos de Marte, sugerem que ele se formou poucos milhões de anos depois do surgimento do Sistema Solar.

“Isso significa que a Terra e Marte se formaram em escalas de tempo bem diferentes, com Marte se formando muito mais rápido do que a Terra”, disse Jacobson. “Como pode ser isso? É só uma questão de tamanho? Localização? E sobre Mercúrio e Vênus? Eles cresceram em escala de tempo similar ao da Terra ou similar ao de Marte? Eu acho que essas são algumas das questões realmente importantes que nós, como uma comunidade de cientistas planetários, iremos focalizar no futuro”.

Os detalhes das descobertas estão na edição de Abril da revista Nature.

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O fabuloso lado oeste da Nebulosa do Véu

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Imagem mostra de forma exuberante a porção oeste da Nebulosa do Véu


Delicados em aparência, esses filamentos de gás brilhante, se apresentam no céu do planeta Terra, na direção da constelação de Cygnus, e constituem a porção oeste da Nebulosa do Véu. A Nebulosa do Véu propriamente dita é uma grande remanescente de supernova, uma nuvem em expansão que nasceu da morte explosiva de uma estrela massiva.

A luz da explosão original da supernova provavelmente atingiu a Terra a mais de 5000 anos atrás. Expelida num evento cataclísmico, a onda de choque interestelar vagou através do espaço varrendo e excitando o material interestelar. Os filamentos brilhantes são realmente mais parecidos com longas ondulações em um lençol vistas quase que de lado, e na imagem acima aparecem bem destacados e com seus elementos químicos bem separados, com o hidrogênio atômico (vermelho) e o oxigênio (azul-esverdeado). Também conhecida como Cygnus Loop, a Nebulosa do Véu agora se espalha por cerca de 3 graus no céu, ou algo equivalente ao diâmetro de 6 luas cheias.

Enquanto que isso é o equivalente a 70 anos-luz, na distância estimada da nebulosa de 1500 anos-luz, essa imagem ampla da porção oeste da nebulosa cobre cerca de metade dessa distância. As partes mais brilhantes da porção oeste da Nebulosa do Véu são reconhecidas como nebulosas separadas, incluindo a Nebulosa da Vassoura da Bruxa (NGC 6960) na parte superior da imagem e a Nebulosa do Triângulo de Pickering (NGC 6979) na parte inferior direita ao centro.

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Telescópios revelam inúmeras estrelas ao redor de buraco negro

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Buraco negro monstruoso revela seu colar de pérolas estelares

Um buraco negro massivo, teve pela primeira vez seu colar revelado – uma corrente de aglomerados de estrelas arranjados como se fosse um Colar de Pérolas estelar.

Usando os telescópios infravermelhos do Observatório Keck no topo do Monte Mauna Kea, no Havaí, os astrônomos foram capazes de atravessar a poeira que bloqueia a luz ao redor do buraco negro no centro da galáxia NGC 2110 na constelação de Orion. A NGC 2110 está localizada a 120 milhões de anos-luz de distância da Terra.

À medida que eles faziam um zoom no centro galáctico, o astrônomo Jeremy Mould e o estudante de doutorado Mark Duurré do Centre for Astrophysics and Supercomputing de Swinburne na Austrália, registraram quatro aglomerados estelares escondidos todos eles bem presos ao redor do buraco negro.

“Esses aglomerados estelares não tinham sido vistos antes pois eles ficam escondidos pelas nuvens de poeira ao redor do buraco negro e pelo fato deles serem muito pequenos, mas eles podem ser observados na radiação infravermelha que consegue penetrar as nuvens”, disse Durré.

“A nossa própria galáxia, a Via Láctea, tem um buraco negro que é quase quatro milhões de vezes mais massivo que o nosso Sol – a NGC 2110 tem um buraco negro cerca de 100 vezes maior”.

O buraco negro central da NGC 2110 é muito ativo, puxando matéria e expelindo intensa radiação e jatos de gases velozes. Embora os buracos negros tenham a má fama de destruírem tudo e comerem matéria, nesse caso, simulações computacionais revelaram que as marés do buraco negro provavelmente sejam o mecanismo fundamental para a formação inicial dos aglomerados. Os ventos estelares de centenas de estrelas contidas em cada aglomerado também provavelmente emitem poderosos ventos estelares que, por sua vez, alimentam o buraco negro.

“Depois de muito milhões de anos, esses aglomerados se separarão, novamente graças a força de maré, e gradativamente se tornarão uma coleção central mais perto ao redor do buraco negro”, adicionou Durré.

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OFICIAL: NASA confirma oceano em um dos satélites de Saturno, na lua Encéladus

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Sonda Cassini da NASA detecta oceano no interior do satélite Encéladus de Saturno

































A sonda Cassini da NASA e a Deep Space Network descobriram evidências de que a lua Encélado de Saturno, abriga um grande oceano de água líquida em seu subsolo, promovendo o interesse científico na lua como um potencial lar para micróbios extraterrestres.

Os pesquisadores teorizaram a presença de um reservatório interior de água em 2005, quando a sonda Cassini descobriu vapor de água e gelo sendo expelidos a partir de aberturas localizadas perto do polo sul da lua. Os novos dados  fornecem as primeiras medidas geofísicas da estrutura interna de Encélado, consistente com a existência de um oceano escondido dentro da Lua. As descobertas feitas a partir das medidas de gravidade foram publicadas na edição de 4 de Abril de 2014 da revista Science.

“A maneira que nós deduzimos as variações de gravidade é a aplicação de um conceito da física chamado de Efeito Doppler, o mesmo princípio usado para medir a velocidade de um carro com um radar de mão”, disse Sami Asmar, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia, um dos co-autores do artigo. “À medida que a sonda sobrevoava Encélado, sua velocidade era perturbada por uma quantidade que dependia da variação no campo de gravidade que nós estávamos tentando medir. Nós observamos a mudança na velocidade como uma mudança na frequência de rádio, recebida por nossas estações na Terra depois de cruzarem o Sistema Solar”.

As medidas de gravidade sugerem um grande, possivelmente regional, oceano com cerca de 10 quilômetros de profundidade, abaixo de uma calota de gelo que tem entre 30 e 40 quilômetros de espessura. A evidência de um oceano em subsuperfície suporta a inclusão de Encélado entre os locais do Sistema Solar mais prováveis para abrigar a vida microbiana. Antes da Cassini chegar em Saturno em Julho de 2004, nenhuma versão dessa pequena lista de lugares onde a vida pode existir incluía essa lua congelada, que tem cerca de 500 quilômetros de diâmetro.

“Isso então fornece uma possível história para explicar por que a água está sendo expelida dessas fraturas que nós observamos no polo sul”, disse David Stevenson, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, outro co-autor do artigo.

A Cassini passou perto de Encélado 19 vezes. Três sobrevoos, de 2010 a 2012, tiveram suas trajetórias medidas com precisão. A atração gravitacional de um corpo planetário, como Encélado, altera a trajetória da sonda. Variações no campo de gravidade, como essas causadas por montanhas na superfície ou diferenças na composição de subsuperfície, podem ser detectadas como mudanças na velocidade da sonda, medidas da Terra.

A técnica de analisar um sinal de rádio entre a sonda Cassini e as antenas da Deep Space Network podem detectar mudanças na velocidade menores do que 90 mícron por segundo. Com essa precisão, os dados do sobrevoo mostram evidências de uma zona dentro da parte terminal sul da lua com uma densidade maior do que outras porções do seu interior.

A área do polo sul tem uma depressão na superfície que causa um mergulho na força de gravidade local. Contudo, a magnitude do mergulho é menor do que a esperada dado o tamanho da depressão, levando os pesquisadores a concluírem que o efeito da depressão é parcialmente desviado por uma feição de alta densidade na região, abaixo da superfície.

“As medidas de gravidade da Cassini mostram uma anomalia gravitacional negativa no polo sul que, contudo, não é tão grande como esperado de uma depressão profunda, detectada pela câmera a bordo”, disse o principal autor do artigo, Luciano Less, da Universidade Sapienza de Roma. “Assim, a conclusão é que ali deve existir uma material mais denso numa determinada profundidade que compensa a ausência de massa: muito provavelmente água líquida, que é sete por cento mais densa que o gelo. A magnitude da anomalia nos dá informações sobre o tamanho do reservatório de água”.

Não é certo que o oceano em subsuperfície serve de suprimento para a pluma que está sendo expelida das fraturas na superfície do satélite perto do polo sul, contudo, os cientistas dizem que essa pode ser uma possibilidade real. As fraturas podem levar a uma região da lua que é aquecida por efeito de maré graças às repetidas flexuras da lua, à medida que ele segue na sua órbita excêntrica ao redor de Saturno.

Grande parte do entusiasmo sobre a descoberta da missão Cassini da pluma de água de Encélado decorre da possibilidade de que ela se origina a partir de um ambiente úmido que poderia ser favorável para o desenvolvimento da vida microbiana.

“O material dos jatos polares sul de Encélado contêm água salgada e moléculas orgânicas, os ingredientes químicos básicos para a vida”, disse Linda Spilker, cientista de projeto da Cassini no JPL. “Sua descoberta ampliou nossa visão da zona habitável dentro do nosso Sistema solar e em sistemas planetários ao redor de outras estrelas. Essa nova validação que um oceano de água exista abaixo dos jatos promove a nossa compreensão sobre esse intrigante ambiente”.

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quinta-feira, 3 de abril de 2014

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Cientistas estão intrigados à respeito da matéria escura

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Dados de Fermi atormentam com novas pistas sobre matéria escura

Um novo estudo da luz de raios gama a partir do centro da nossa galáxia torna o caso mais forte até agora de que algumas destas emissões pode surgir a partir de matéria escura, uma substância desconhecida que compõem a maior parte do universo material. Usando dados publicamente disponíveis do Telescópio Espacial Fermi Gamma-ray da NASA, os cientistas independentes no Fermi National Accelerator Laboratory ( Fermilab ), do Centro Harvard- Smithsonian de Astrofísica ( CfA ), o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Chicago ter desenvolvidos novos mapas que mostram que o centro da galáxia produz raios gama de alta energia mais do que pode ser explicado por fontes conhecidas e que este excesso de emissões de acordo com algumas formas de matéria escura.

"Os novos mapas nos permitem analisar o excesso e testar se explicações mais convencionais, tais como a presença de pulsares não descobertos ou colisões de raios cósmicos nas nuvens de gás, pode ser responsável por isso", disse Dan Hooper, um astrofísico do Fermilab, em Batavia, Illinois, e autor principal do estudo. "O sinal que encontramos não pode ser explicado por alternativas atualmente propostas e está em estreita concordância com as previsões de modelos muito simples de matéria escura."
  
O centro galáctico está repleto de fontes de raios gama, de interações binárias e pulsares isolados de supernovas remanescentes e as partículas de colisão com o gás interestelar. É também onde os astrônomos esperam encontrar a maior densidade da galáxia de matéria escura, que só afeta a matéria normal e radiação através de sua gravidade. Grandes quantidades de matéria escura atraem matéria normal, formando uma base sobre a qual as estruturas visíveis, como as galáxias, são construídas.


Ninguém sabe a verdadeira natureza da matéria escura, mas WIMPs, ou  Weakly Interacting Massive Particles (Interação Fraca de Partículas Maciças), representam uma classe de liderança dos candidatos. Os teóricos têm imaginado tipos de raios gama de WIMP, alguns dos quais podem ou mutuamente aniquilar ou produzir, uma partícula deteriorando rapidamente o meio quando colidem. Ambos os percursos acabam com a produção de raios gama - a forma mais energética de luz - em energias dentro da faixa de detecção do Telescópio de Grande Área de Fermi (LAT) .

Quando os astrônomos subtraírem cuidadosamente todas as fontes de raios gama conhecidas a partir de observações LAT do centro galáctico, um pedaço de emissão sobrando permanece. Esse excesso aparece mais proeminente em energias entre 1 e 3 bilhões de elétron-volts (GeV ) - cerca de um bilhão de vezes maior do que a da luz visível - e se estende para fora, pelo menos, 5.000 anos-luz do centro galáctico .

Hooper e seus colegas concluem que a aniquilação de partículas de matéria escura com uma massa entre 31 e 40 GeV fornecem um ajuste notável para o excesso com base em seu espectro de raios gama, a sua simetria em torno do centro da galáxia , e seu brilho total. Escrevendo em um artigo submetido ao periódico Physical Review D, os pesquisadores dizem que essas características são difíceis de conciliar com outras explicações propostas até agora , apesar de notar que as alternativas plausíveis que não requerem matéria escura podem ainda materializar.

"A matéria escura nessa faixa de massa pode ser sondado por detecção direta e pelo Large Hadron Collider (LHC), por isso, se esta é a matéria escura, já estamos aprendendo sobre suas interações da falta de detecção até agora", disse o co-autor Tracy Slatyer, um físico teórico do MIT em Cambridge, Massachusetts, "Este é um sinal muito emocionante, e enquanto o caso ainda não está fechado, no futuro, poderia muito bem olhar para trás e dizer que este foi onde vimos a aniquilação de matéria escura pela primeira vez."

Os pesquisadores advertem que vão demorar os vários avistamentos - em outros objetos astronômicos, o LHC ou em alguns dos experimentos de detecção direta a serem realizados em todo o mundo - para validar a sua interpretação da matéria escura .  




"Nosso caso é muito mais um argumento processo de eliminação. Fizemos uma lista, riscado fora coisas que não deram certo, e acabou com a matéria escura", disse o co-autor Douglas Finkbeiner, professor de astronomia e física na CFA, também em Cambridge.

"Este estudo é um exemplo de técnicas inovadoras aplicadas aos dados de Fermi pela comunidade científica", disse Peter Michelson, professor de física na Universidade de Stanford, na Califórnia, e investigador principal LAT. "A colaboração Fermi LAT continua a examinar a região central extraordinariamente complexo da galáxia, mas até o presente estudo está completo podemos confirmar nem refutar esta análise interessante."

Enquanto a grande quantidade de matéria escura esperada no centro da galáxia deve produzir um sinal forte, a concorrência de muitas outras fontes de raios gama complica qualquer caso para uma detecção. Mas transformar o problema em sua cabeça fornece uma outra maneira de atacá-lo. Em vez de olhar para a maior coleção vizinha de matéria escura, olha onde o sinal tem menos desafios.

Galáxias anãs que orbitam a Via Láctea não têm outros tipos de emissores de raios gama e contêm grandes quantidades de matéria escura para o seu tamanho - na verdade, eles são as fontes de mais matéria escura dominadas já conhecidas. Mas há uma troca. Porque eles ficam muito mais longe e contem matéria escura total muito menor do que o centro da Via Láctea, galáxias anãs produzem um sinal muito mais fraco e exigem muitos anos de observações para estabelecer uma detecção segura.

Nos últimos quatro anos, a equipe LAT vem buscando galáxias anãs para sugestões de matéria escura. Os resultados publicados destes estudos estabeleceram limites rigorosos sobre as faixas de massa e taxas de interação para muitos WIMPs propostos, mesmo eliminando alguns modelos. Na maioria dos resultados recentes do estudo, publicado na Physical Review D em 11 de fevereiro, a equipe do Fermi tomou conhecimento de um excesso pequeno, mas provocador de raios gama .

"Há cerca de uma chance em 12 de que o que estamos vendo nas galáxias anãs não é nem mesmo um sinal em tudo, apenas uma flutuação no fundo de raios gama", explicou Elliott Bloom, um membro da Colaboração LAT em Instituto Kavli de Astrofísica de Partículas e Cosmologia, localizado em conjunto no Laboratório de Acelerador SLAC National e da Universidade de Stanford. Se for real, o sinal deve crescer mais forte como Fermi adquire anos adicionais de observações e como todo o campo de pesquisas astronômicas descobrem novos anões. "Se nós, em última análise vemos um sinal significativo", acrescentou ele, "poderia ser uma forte confirmação do sinal de matéria escura reivindicada na centro da galáxia. "

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NASA identifica chama solar de classe-X

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NASA liberta imagens de chamas solares classe X

O Sol emitiu uma chama solar significante, com pico às 1:48 da tarde do dia 29 de março de 2014, e o Observatório de Dinâmica Solar de Nasa capturou imagens do evento. Chamas solares são explosões poderosas de radiação. Essa radiação prejudicial de uma chama não pode atravessar a atmosfera da Terra e afetar os humanos fisicamente, porém - quando é intenso o bastante - elas podem perturbar a atmosfera na camada onde funcionam os sinais de GPS e sinais de comunicações.  
  

























Esta chama é classificada como uma chama de classe X-1. Classe-X denota as mais intensas chamas, enquanto o número provê mais informação sobre sua força. Um X2 é duas vezes tão intenso quanto um X1, um X3 é três vezes como intenso, etc.

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segunda-feira, 31 de março de 2014

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Hubble captura imagem de aglomerado de galáxias

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Ampliando o universo distante































Os aglomerados de galáxias são uma das estruturas mais massivas que podem ser encontradas no universo – grandes grupos de galáxias unidos pela gravidade. Essa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA, revela um desses aglomerados, conhecido como MACS J0454.1-0300. Cada um dos pontos brilhantes vistos aqui é uma galáxia, e cada uma delas é o lar de muitas milhões e até mesmo bilhões de estrelas.

Os astrônomos determinaram a massa do MACS J0454.1-0300 em torno de 180 trilhões de vezes a massa do Sol. Aglomerados como esse são tão massivos que a sua gravidade pode até mesmo mudar o comportamento do espaço ao seu redor, curvando a trajetória da luz à medida que ela passa por ele, algumas vezes amplificando e agindo como uma lente de ampliação. Graças a esse efeito, é possível ver objetos que estão muito distantes de nós e que em outra situação não seriam observados pois são muito apagados para serem detectados.

Nesse caso, alguns objetos aparecem de forma alongada e são vistos como arcos que parecem varrer a parte esquerda da figura. Esses objetos são galáxias localizadas bem mais distante que o aglomerado – suas imagens foram amplificadas, mas também distorcidas, à medida que a luz através do aglomerado. Esse processo, conhecido como lente gravitacional, é uma ferramenta muito valiosa para que os astrônomos possam observar os objetos mais distantes do universo.

Esse efeito será usado de maneira eficiente com o início do programa Frontier Fields do Hubble no decorrer dos próximos anos, que tem como objetivo explorar objetos bem distantes localizados além das lentes dos aglomerados, similares ao MACS J0454.1-0300, para investigar como as estrelas e as galáxias se formaram e se desenvolveram no início do Universo.

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Como o telescópio nos mostra as grandes diferenças de cores no céu noturno

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Diferenças no céu noturno

Quando você olha para o céu noturno com os seus olhos, o que você consegue ver são pequenos pontos de luz, que geralmente só são discerníveis devido a escuridão do espaço. É quase que impossível dizer se um ponto que você está observando é vermelho ou azul. Todos eles parecem idênticos, como se fossem pequenos raios de luz. Contudo, quando olhamos o céu por meio de telescópios, o cosmos ganha vida.

Como as imagens do painel acima demonstram, o que nós observamos pode mudar profundamente dependendo das condições e do tipo de instrumento empregado na observação.

Essas imagens mostram como diferentes imagens astronômicas podem parecer dependendo do tipo de telescópio que está sendo usado para observar o objeto e como ela podem variar bastante com base nas várias questões físicas que surgem quando se está calibrando o sistema óptico. Em cada uma das imagens, o fotógrafo capturou o que ele acredita ser a cor verdadeira do objeto. E como pode-se notar claramente o resultado é bem diferente. Esse painel mostra como cada um pode interpretar os dados de diferentes formas, e como cada imagem astronômica, pode sim, de diversas maneiras, ser um verdadeiro trabalho de arte.

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Esta é a verdadeira cor da lua de Júpiter: Io

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A lua Io de Júpiter em cor verdadeira

































A lua mais estranha do Sistema Solar tem uma coloração amarela brilhante. Essa imagem, uma tentativa de mostrar como Io apareceria em “cores verdadeiras” perceptíveis para o olho humano, foi feita em 1999 pela sonda Galileo que orbitou Júpiter de 1995 até 2003. As cores de Io derivam do enxofre e das rochas derretidas.

A superfície incomum de Io se mantém jovem graças ao seu sistema ativo de vulcões. A intensa gravidade de maré de Júpiter estica Io e amortece as oscilações causadas pelas outras luas Galileanas do planeta. A fricção resultante aquece  o interior de Io, fazendo com que a rocha derretida exploda através da superfície.

Os vulcões de Io são ativos que eles estão efetivamente transformando a lua completamente de dentro para fora. Algumas lavas vulcânicas expelidas pelos vulcões de Io são tão quentes que chegam a brilhar na escuridão do Sistema Solar externo.

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Uma visão da Via Láctea durante o amanhecer

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Imagem espetacular mostra Via Láctea dominando o céu do amanhecer no observatório do Cerro Paranal no Chile

































À medida que o amanhecer surgia, no dia 27 de Março de 2014, o centro da Via Láctea pairava quase que diretamente sobre o Observatório Paranal, do ESO. No céu claro e seco do deserto do Atacama do Chile, o bojo central empoeirado da nossa galáxia aparece ladeado por 4 units telescopes do Very Large Telescope do Paranal nessa visão astronômica obtida com uma lente do tipo olho de peixe.

Na parte superior da imagem, Vênus aparece próximo ao horizonte leste. A estrela da manhã aparece brilhante perto da Lua Crescente, bem perto da borda de uma das estruturas telescópicas. Apesar do brilhante par no leste, é a Via Láctea que domina a cena. Cortada por linhas de poeira e carregada com nuvens de estrelas e nebulosas brilhantes, o centro da nossa galáxia se esparrama desde o zênite mais escuro mesmo com o céu azul profundo já surgindo no horizonte, cada vez mais brilhante e os edifícios ainda brilhando com a luz da Lua.

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domingo, 30 de março de 2014

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Conheça o que se sabe sobre a nebulosa protoplanetária Westbrook

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A Nebulosa Protoplanetária de Westbrook - um dos objetos astronômicos mais estranhos que se conhece

































A imagem acima mostra a Nebulosa Westbrook, também conhecida como PK 166-66, CRL 618, ou AFLG 618, e é potencialmente um dos objetos astronômicos mais estranhos de que se tem conhecimento. A nebulosa é conhecida como uma nebulosa protoplanetária – que na verdade nada tem a ver com planetas. Isso na verdade é um infeliz truque de etmologia. Uma nebulosa protoplanetária é definida como período de tempo curto durante a morte de uma estrela do tamanho do Sol quando a estrela emite grande quantidade de radiação infravermelha, e é um tipo de nebulosa de reflexão. E o tempo gasto nessa fase é breve. De fato, é um período tão breve que somente poucas centenas de nebulosas protoplanetárias são conhecidas.

Em adição ao seu período de vida curto, as nebulosas protoplanetárias são muito apagadas, assim estudá-las é algo complicado. Essa imagem foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble nos comprimentos de onda do visível e do infravermelho próximo. Essas diferentes exposições, cinco no total, revelam informações sobre o que está acontecendo nessa região do espaço, fornecendo no final informações sobre a composição da nebulosa.

Os quatro dedos (você sabe, os objetos que se assemelham a uma bala que foi atirada através de um material de gel ou água), estão viajando uma velocidade de 200 quilômetros por segundo. A nebulosa propriamente dita começou a se formar a cerca de 200 anos atrás, assim ela tem ainda mais alguns séculos de vida na fase de nebulosa protoplanetária antes de se desenvolver numa nebulosa planetária. Depois de alguns milhares de anos, a Nebulosa Westbrook eventualmente esfriará e desaparecerá da nossa visão, tendo vivido seu breve tempo na luz da estrela moribunda.

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A grande cauda azul da galáxia espiral ESO 137-001

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A cauda azul de material arrancado da galáxia espiral ESO 137-001






















A galáxia espiral ESO 137-001 vaga através aglomerado maciço de galáxias Abell 3627 a cerca de 220 milhões de anos -luz de distância . A galáxia distante é vista nesta imagem colorida composta com dados obtidos pelo Hubble e pelo Chandra entre as estrelas de primeiro plano da Via Láctea na direção da constelação no meio de um primeiro plano de estrelas da Via Láctea na direção da constelação de Triangulum Australa.

À medida que a espiral acelera a quase 7 milhões de quilômetros por hora , o seu gás e a sua poeira são arrancados quando encontram a pressão de calor do próprio aglomerado, o tênue meio do aglomerado vence a gravidade da galáxia. Evidente nos dados perto da luz visível, do Hubble, pode-se ver brilhantes aglomerados estelares se formando no material que é arrancado, criando os rastros azuis.

Os dados de Raios-X do Chandra mostram enormes extensões de gás arrancado aquecido, como difusas trilhas azuis que se estendem por cerca de 400 mil anos-luz, em direção ao canto inferior esquerdo da imagem. A perda significante de gás e poeira fará com que a formação de novas estrelas seja algo difícil de ocorrer nessa galáxia. Uma galáxia elíptica amarelada, carente de estrelas em formação e de poeira e gás, aparece logo a direita da galáxia ESO 137-001 no frame acima.

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O Super Guppy, da NASA

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O gigantesco avião Super Guppy da NASA faz entrega especial























O gigantesco avião de carga da NASA, conhecido como Super Guppy, é mostrado na imagem acima depois de ter pousado no Redstone Army Airfield, perto de Huntsville, no Alabama, em 26 de Março de 2014, com uma entrega especial: um inovador tanque de combustível para foguete composto.

O tanque foi manufaturado na Boeing Developmental Center em Tukwila, Wash. O tanque será descarregado do Suuper Guppy, que abre o seu nariz e permite assim que cargas enormes possam ser descarregadas facilmente. Depois do tanque ser removido do Super Guppy, ele será inspecionado e preparado para ser testado no Marshal Space Flight Center da NASA em Huntsville, no Alabama.

O projeto do tanque composto é parte do Game Changing Development Program e do Space Technology Mission Directorate da NASA.

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sábado, 29 de março de 2014

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A dança cósmica gravitacional do quinteto de Stephan

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O quinteto de Stephan






























O primeiro grupo compacto de galáxias identificado, o Quinteto de Stephan está em destaque nesta imagem notável construída com dados extraídos do projeto Hubble Legacy Archive e do Telescópio Subaru, localizado no topo do monte Mauna Kea, no Havaí.

As galáxias do quinteto estão reunidas perto do centro do campo , mas na verdade apenas quatro das cinco galáxias, estão presas em uma dança cósmica com repetidos encontros que ocorrem a cerca de 300 milhões de anos- luz de distância. No entanto é fácil, na imagem acima de identificar a galáxia fora do grupo principal. As galáxias em interação, são, NGC 7319 , 7318A , 7318B , 7317 e têm um tom amarelado mais dominante. Elas também tendem a ter laços e caudas distorcidas , cultivadas sob a influência de marés gravitacionais perturbadoras.

A galáxia mais azulada , NGC 7320, está em primeiro plano a aproximadamente 40 milhões de anos-luz de distância, e não faz parte do grupo de interação . Ainda assim, capturadas neste domínio acima e à esquerda do Quinteto de Stephan é outra galáxia, a NGC 7320C , que também está a 300 milhões de anos-luz de distância. Claro, incluindo-a traria as quatro galáxias que interagem de volta ao status de quinteto . O Quinteto de Stephan encontra-se dentro dos limites da constelação de Pegasus . À distância estimada de galáxias em interação do quinteto , este campo de visão se estende por mais de 500.000 anos-luz .

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